Accept em Belo Horizonte

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Foram décadas de espera, mas, finalmente, o Accept, uma das mais tradicionais bandas do heavy metal alemão, desembarcou em Belo Horizonte no último dia 10 de abril para uma apresentação memorável. O show aconteceu no Music Hall, tradicional casa de shows da capital mineira e apresentou um bom público, surpreendente até, se levarmos em conta o horário do show (21h), incomum para um domingo, mas que provou ser uma boa escolha.

De qualquer forma, passava pouco do horário marcado quando o quinteto formado por Wolf Hoffmann e Uwe Lulis (guitarras), Peter Baltes (baixo), Mark Tornillo (vocais) e Christopher Williams (bateria) adentrou o palco já mandando bala com “Stampede” e colocando o público no clima ideal para a noite. Sem interagir muito com o público, a banda emendou petardo atrás de petardo initerruptamente antes de, finalmente, Mark tirar alguns segundos para conversar com a galera. Agradeceu a presença, disse que estava feliz em estar ali, o discurso padrão de sempre antes de continuar com a longa apresentação.

Em praticamente duas horas de show o Accept fez um belo apanhado de sua carreira durante a apresentação, tocando todos os seus clássicos e ainda as principais músicas de “Blind Rage”, álbum que está sendo divulgado nessa turnê. Músicas como “Stalingrad”, “Dying Breed”, “Pandemic” e “Fast as a Shark” foram os destaques da primeira parte do show, cujo bis teve seus pontos altos com “Metal Heart” e a indefectível “Balls to the Wall”, que fez o público cantar com toda a força que ainda restava em seus pulmões e fechou a noite.

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Se no começo do show o Accept não interagiu muito com o público, ao longo da apresentação isso mudou, com Tornillo se dirigindo e comandando a galera por mais de uma vez. Com uma boa presença de palco e uma voz potente, Tornillo faz com que poucos sintam falta do lendário Udo Dirkschneider, vocalista que por mais tempo ocupou a função na banda. Destaque também para a dupla fundadora, Hoffman e Baltes, sempre à frente do palco, andando para todos os lados, pedindo palmas e incentivando o público a cantar e gritar o máximo possível. Mais discretos, mas nem um pouco menos participativos, Lulis e Williams também tiveram seu destaque mostrando aquela característica típica das bandas de metal alemã que preferem mostrar que estão realmente se divertindo ali em cima do palco do que manter uma postura mais fria e sorumbática que alguns acreditam ser a mais coerente com o estilo. Uma tremenda bobagem. Quanto mais os membros de uma banda mostram que estão se divertindo em cima do palco, mais essa energia será transmitida para a audiência, o que torna a experiência melhor como um todo. Claro, isso não vale pra bandas com estilos mais sombrios, mas como esse não é o caso, não abordaremos esse aspecto.

Vale lembrar também o bom trabalho das produtoras MS BHz e EV7 Live que, mesmo com o cenário econômico desestimulante, vem trazendo boas bandas de metal de maneira consistente para se apresentarem na cidade. O público belorizontino, pelo menos aquele que se esforça para comparecer aos eventos, agradece.

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