Higher – Higher

Capa_Higher

Em qualquer área do entretenimento, há trabalhos (sejam filmes, quadrinhos, livros, músicas) que basta você ler/assistir/ouvir uma única vez para entender do que se trata e sacar todas as referências ali contidas (dependendo do seu conhecimento na área ou de sua bagagem cultural, claro). Há alguns, no entanto, que não são tão facilmente assimiláveis, demandando pelo menos uma segunda conferida para que todo o escopo da obra seja compreendido. Geralmente, esses são aqueles que resistirão ao teste do tempo e, pelo menos no que diz respeito a esse que vos escreve, é o caso de “Higher”, trabalho de estreia da banda de mesmo nome, lançado recentemente de maneira independente.

Concebida por Cezar Girardi (vocal) e Gustavo Scaranelo (guitarra), dois músicos com um passado (e presente) bastante ligado ao jazz e à música instrumental (Gustavo é professor de Jazz na Escola de Música & Tecnologia em São Paulo), a proposta do Higher é fazer heavy metal, puro e simples. Ao contrário do que se poderia esperar devido ao currículo de seus membros, a banda, que inclui também o baixista Andrés Zúñiga (ex-professor da EM&T), Pedro Rezende (bateria) e o jovem guitarrista Felipe Martins, que não participou das gravações do álbum, não se utiliza de influências das áreas nas quais são especialistas quando da composição das músicas de “Higher”. O que se escuta aqui é um heavy metal bem direto, bem tocado, mas longe de apresentar um virtuosismo de um Dream Theater ou um Symphony X, por exemplo.

Essa impressão se dá logo de cara, com “Lie”, música que abre o álbum e mostra ao que o Higher veio. Uma música pesada, nervosa e extremamente bem levada, que deixa o ouvinte confortável para o que vem a seguir. A primeira metade do álbum, aliás, é quase irrepreensível. “Illusion”, a empolgante “Keep me High” (com uma introdução de responsa, destacando-se bateria e baixo), “Climb the Hill” e “Like the Wind” formam um quinteto bem energético, pra headbanger nenhum botar defeito. Esse ritmo é quebrado com a power ballad “Break the Wall”, onde o destaque vai para os belos solos de guitarra de Gustavo. “Time to Change” volta ao ritmo anterior, ainda que seja uma faixa mais cadenciada que termina de maneira abrupta e mantém o nível do trabalho lá no alto com “Make it Worth” e “The Sign”, que fecha a bolachinha. São nove músicas que valem cada audição, até porque escutá-las uma única vez não é o suficiente para absorver tudo o que tem a passar.

No fim das contas, podemos dizer que “Higher” é um belo esforço de todos os envolvidos, incluindo o produtor Thiago Bianchi (Noturnall, Shaman), que fez todos os elementos soarem de maneira clara e bem encaixada. Agora é torcer pros caras manterem o mesmo pique – e qualidade sonora – nos futuros lançamentos.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s