W.E.T. – One Live in Stockholm

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O W.E.T. é o tipo de banda que, fossem seus integrantes membros de grupos famosos, seria chamado de “supergrupo”. Afinal de contas, W.E.T é uma sigla que faz referência ao Work of Art, banda do baterista Robban Bäck, ao Eclipse do guitarrista/baixista Erik Mårtensson e ao Talisman, de onde saiu o vocalista Jeff Scott Soto. Os três se uniram no final da década passada por sugestão do presidente da gravadora Frontiers Records, Serafino Perugino, especializada em hard rock, rock clássico e, especialmente, AOR (ou “Adult Oriented Rock”).

Contando com o falecido Marcel Jacob no baixo, o W.E.T. lançou um álbum auto-intitulado em 2009, seguido por “Rise Up” em 2013 (esse já sem Jacob). Nesse mesmo ano a banda realizou um grande show em Stockholm, que originou o CD objeto dessa resenha, contando com o apoio de Robert Säll (teclados, guitarra) e Magnus Henriksson (guitarra).

Mesmo que os ingredientes possam ter se juntado de maneira bastante artificial, o fato é que a receita deu certo e o W.E.T. funciona muito bem em cima do palco. O que a banda produz é um rock clássico cheio de ritmo e com o virtuosismo na dose certa, tipicamente característico das grandes bandas do rock de arena dos anos 1980 e que tem tudo para agradar fãs de grupos como Rainbow na fase John Lynn Turner, Whitesnake e Journey além, claro, daquelas que formam a sigla que dá origem ao nome do W.E.T.

Com um show que bate nos 99 minutos, “One Live in Stockholm” abrange quase que completamente os dois álbuns do W.E.T e ainda tem espaço para versões de músicas do Work of Art, Eclipse e Talisman. Aqui os destaques vão especialmente para “I’ll Be Waiting” e Mysterious, ambas do Talisman. Já no que diz respeito ao material original da banda, é difícil apontar um único destaque, pois o W.E.T. consegue manter um nível de qualidade musical lá no alto, com cada um de seus membros entregando uma performance memorável. Músicas como “Invincible”, “Love Heals”, “Unbroken”, “Shot” e “One Love” são alguns daqueles exemplos que é sempre bom mencionar para aqueles que se interessem em conhecer mais sobre o trabalho da banda.

Lançado no começo de 2014 na Europa “One Live in Stockholm” é um daqueles álbuns que agrada em cheio os fãs do bom e velho rock and roll. É, de longe, um dos melhores álbuns ao vivo do ano e que, com toda certeza, deve ficar abaixo do radar de boa parte de seu público alvo devido a pouca popularidade das pessoas envolvidas e do AOR como um todo. O que é, francamente, uma pena.

Além ds 19 faixas ao vivo, “One Live in Stockholm” ainda tem como bônus “Poison (Numbing The Pain)” e “Bigger Than Both Of Us”, ambas gravadas em estúdio.

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