Hammerfall – (r)Evolution

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Existem bandas que, cedo em sua carreira estabelecem algo que os conecte com os fãs. Seja uma afinação de guitarra, um estilo de se vestir, uma temática lírica, ou mesmo uma mascote, essa ligação é aquilo que faz com que a banda atraia e mantenha os fãs. No caso do heavy metal, isso é algo essencial, já que estamos falando de um público que, sejamos francos, não é muito afeito a mudanças. E isso, nem sempre, é ruim.

O Hammerfall utilizou-se de quase todos os itens acima desde suas estreia, o álbum “Glory to the Brave” de 1997. Ali já se encontravam elementos que marcariam a carreira da banda: músicas grandiosas, riffs e refrões “grudentos”, solos ora virtuosos, ora melodiosos, bumbos duplos, enfim, tudo o que um fã do Power Metal consagrado por bandas como Helloween, Gamma Ray e Blind Guardian, dentre outros, poderia esperar. A banda elegeu até mesmo um tema recorrente (as aventuras dos Cavaleiros Templários) e uma mascote (Hector) para figurar na maioria de suas músicas e capas de álbuns.

“(r)Evolution”, o nono álbum da banda (oitavo em estúdio), é quase uma volta às origens, depois que o grupo resolveu aproveitar a onda zumbi e explorar esse tema em seu trabalho de 2012, “Infected”, que teve uma recepção no máximo morna de fãs e crítica. Para o novo álbum, o quinteto formado por Joacim Cans (vocais), Oscar Dronjak e Pontus Norgren (guitarras), Fredrik Larsson (baixo) e Anders Johansson (bateria) resolveu deixar os mortos-vivos de lado e voltar às músicas com temática medieval, Hector e tudo o que trouxe o grupo ao patamar no qual hoje se encontra dentro do Power Metal. Tanto que o álbum é aberto de maneira perfeita com “Hector’s Hymm”, um tributo ao cavaleiro deixado de lado (inclusive fora da capa pela primeira vez) em “Infected”.

Fãs de Power Metal, a exemplo dos admiradores de grupos como o AC/DC, em geral gostam que suas bandas favoritas sejam previsíveis, de forma que podem comprar seus álbuns sem medo de colocá-los pra tocar e ouvir uma batida tribal ou um conjunto de foles (exceção feita ao Grave Digger) no lugar da dupla de guitarras. Em (r)Evolution o fã do Hammerfall encontrará exatamente o que espera, até porque ouviu músicas nesse mesmo estilo ao longo de todos os álbuns gravados pela banda até o momento. Até a indefectível balada se apresenta aqui em “Winter is Coming” que, sim, faz referência à Game of Thrones (ei, melhor uma banda conhecida por músicas envolvendo templários e dragões fazer uma música baseada em Game of Thrones do que em zumbis, certo? :p). “(R)evolution”, “Live Life Loud”, “Tainted Metal” e “Wildfire” são alguns dos demais destaques do trabalho que, repito, foi pensado para agradar em cheio aos fãs do Hammerfall. E, ouso dizer, alcançou seu objetivo com louvor.

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