Republica – Point of No Return

Formada em 1991, a banda paulista Republica já tem uma boa história dentro do metal nacional, tendo participado de festivais importantes como o Planeta Atlântica, o Festival de Verão de Salvador, o Planeta Terra e o Rock in Rio, tocando no palco Sunset, em 2013. Ao longo desse trajeto, o grupo lançou três álbuns: “Republica”, de 1996, “There’s no Fucking Electronic Loop”, de 2008 e esse Point of No Return, no final do ano passado e que se revela o melhor que a banda apresentou até agora.

Com dez faixas, “Point of No Return” é um belo trabalho do quinteto formado por Leo Belling (vocal), Luiz Fernando Vieira e Jorge Marinhas (guitarras), Marco Vieira (baixo) e Gabriel Triani (bateria) e traz um heavy metal clássico que, em alguns momentos, lembra o que bandas como o Chrome Division vem fazendo. Ao contrário de muitas bandas brasileiras, que investem na fórmula heavy metal + ritmos regionais consagrada pelo Angra, o Republica se aventura pela vertente mais clássica do gênero, por assim dizer.

Falando do álbum em si, “Point of no Return” é um trabalho sólido, que alterna faixas mais pesadas e diretas (“Time to Pay”, que abre a bolacha”), com outras mais climáticas (“Life Goes On”) sem perder a qualidade. O trabalho é tão bom e uniforme – no sentido positivo da palavra – que é difícil eleger destaques individuais. Se tivesse que fazê-lo, no entanto, além das acima citadas, merecem menções “Change My Way”, “Goodbye Asshole”, que conta com a participação especial do guitarrista Roy Z (que trabalhou por um bom tempo ao lado de Bruce Dickinson em seus álbuns solo) e a pesada “Fuck Liars”, a melhor do álbum.

Em termos de performances individuais, o destaque vai para o vocalista Leo Belling, com um vocal agressivo que lembra, em muitos momentos, o trabalho de Matt Barlow (ex-Iced Earth, atual Ashes of Ares), que é uma das grandes referências do gênero. A balada “No Mercy” mostra que Leo também consegue apresentar linhas vocais mais contidas quando necessário, o que mostra sua versatilidade.

Com uma banda entrosada, belos riffs de guitarra, um vocalista competente, uma cozinha que segura muito bem a onda e músicas muito bem compostas – espere encontrar diversas delas com refrões tipicamente grudentos – o Republica gravou um daqueles álbuns que tem tudo para figurar na lista de “melhores do ano” de muita gente, ainda que sua data oficial de lançamento seja 2013. Valeu muito a pena dar uma chance aos caras.

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