Epica – The Quantum Enigma

Recomeçando do princípio

Durante a divulgação de Retrospect, CD/DVD que marcou a primeira década da banda, o guitarrista/vocalista, principal compositor e fundador do Epica, Mark Jansen andou declarando na imprensa que o próximo álbum do grupo seria uma espécie de recomeço. Afinal, até ali dez anos haviam se passado, nos quais o Epica se sedimentou como uma das maiores e mais bem sucedidas bandas de Symphonic metal do planeta e, ao adentrar sua segunda década de atividade, seria a hora de abrir suas asas e tentar algo novo.

Depois de resultados mornos com seu último álbum de estúdio, “Réquiem for the Indifferent”, Mark, a bela soprano Simone Simons, o tecladista Coen Janssen, o guitarrista Isaac Delahaye, o baixista Rob van der Loo e o baterista/vocalista que divide os grunhidos com Mark, Ariën van Weesenbeek resolveram que a melhor forma de tentar algo novo era justamente revisitar seu passado, buscar aqueles elementos que tornaram o Epica famoso e leva-los a um novo nível de maestria. O resultado disso é esse “The Quantum Enigma”, um álbum que, a exemplo de “Consign to Oblivion”, de 2005, tem tudo para se tornar um dos mais altos pontos na carreira da banda.

Desde o primeiro segundo, quando a introdução instrumental “Originem” começa a tocar, já dá pra ter uma ideia do que se encontrará em “The Quantum Enigma”: um álbum grandioso, com corais e orquestras dando o tom, mas se mesclando de maneira perfeita com as guitarras de Mark e Isaac, trazendo uma roupagem excepcionalmente harmônica a todo o conjunto. Claro, como esse é um álbum de metal, o peso também está presente de maneira quase onipresente e isso logo se nota quando, findada a introdução, a bolachinha efetivamente começa através de “The Second Stone”. Um belo riff de guitarra e uma orquestra afinada, aliada ao coral e aos vocais de Simone e os grunhidos de Mark mostram que o Epica não veio para brincadeiras e quer nos mostrar porque muitos críticos já consideram esse o melhor trabalho da banda.

O ruim de analisar álbums como esse é que ele é tão homogeneamente nivelado por cima que se torna difícil apontar os erros e acertos. Tudo aqui foi muito bem pensado e executado e funciona de maneira harmoniosa. Nem mesmo os belos vocais de Simone, uma constante em se tratando do Epica, merecem um maior destaque. Riffs de guitarras poderosos com um solo aqui outro ali, a bateria ora harmoniosa, ora nervosa de Ariën, corais e teclados bem encaixados e uma produção cuidadosa, tudo isso trabalha de maneira extremamente favorável em “The Quantum Enigna”, tornando-o um sério candidato a figurar nas listas de melhor álbum do ano de muita gente. Na deste blog ele já se encontra com toda a certeza.

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