Arch Enemy – War Eternal

Nova voz, mesma brutalidade

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 Em março de 2014, os fãs do dito metal extremo seriam pegos de surpresa com a notícia de que Angela Gossow, uma das mais respeitadas e admiradas vocalistas do gênero, estava deixando o Arch Enemy, banda à qual passou a integrar em 2000 e que ajudou a projetar. Afinal, Angela foi uma das pioneiras no estilo ao substituir os vocais gritados/guturais de Johan Liiva com maestria, tanto que é difícil para leigos acreditar que quem canta as músicas do Arch Enemy não é um homem.

Com Angela saindo dos holofotes após quatorze anos e indo atuar nos bastidores – ela continua como gerente da banda – Michael Amott (fundador, guitarrista, tecladista e principal compositor e letrista do Arch Enemy) não perdeu tempo e recrutou Alissa White-Gluz (até então responsável pelos vocais do The Agonist) para o posto. Como o álbum vindouro do Arch Enemy já estava em pré-produção quando da contratação de Alissa, não demorou muito para que ela se entrosasse com os demais membros da banda – o guitarrista Nick Cordle, o baixista Sharlee D’Angelo e o baterista Daniel Erlandsson – e o grupo liberasse seu 10º trabalho de estúdio no mercado. E, sinceramente? Nem parece que houve mudanças na banda, tamanha a consistência e qualidade de “War Eternal”.

O que se ouve em “War Eternal” é aquilo que todo fã do subgênero conhecido como technical death metal poderia querer. Um instrumental intenso e, como o próprio nome do gênero diz, técnico (é absurda a qualidade da dupla Amott/Cordle) e transbordando energia. Até mesmo os refrões grudentos, uma característica mais tipicamente associada com outros gêneros de heavy metal/rock ‘n roll, marcam presença.

“War Eternal” é praticamente porrada atrás de porrada. Apesar de começar com uma introdução que pode dar uma falsa impressão, “Tempore Nihil Sanat (Prelude in F minor)”, assim que se ouvem os primeiros acordes de “Never Forgive, Never Forgot”, as características descritas no parágrafo anterior predominam em 10 das 12 faixas restantes. Há uma desacelerada na curta instrumental “Graveyard of Dreams” (sétima música do álbum) para que o pescoço do ouvinte não se quebre do constante bater de cabeça, mas o ritmo é retomado em “Stolen Life” e mantém-se assim até a derradeira “Not Long For This World”, outra faixa instrumental que pisa um pouco no freio.

Como já dito várias vezes por aqui, há álbuns que são tão homogêneos e tão precisos no que se propõe que é difícil eleger destaques individuais. Isso acontece aqui. “War Eternal” é um trabalho onde a banda parece ter decidido que os fãs precisavam se certificar de que a saída de Angela não seria uma perda, apenas uma mudança. Isso deve ter estimulado a criatividade da banda, que ganhou bastante com a adição de Alissa, uma vocalista mais versátil do que a antecessora. Mesmo sendo bastante difícil, faixas como aquela que dá título ao álbum, “Never Forgive, Never Forgot”, “No More Regrets”, “You Will Know My Name” e “Down to Nothing” dão uma ideia geral do que pode se esperar do álbum. O clipe de “You Will Know My Name”, inclusive, você pode conferir aqui, caso esteja com preguiça de procurar por amostras do álbum no Youtube 🙂

 Estamos em junho apenas, mas “War Eternal” já entra na lista de destaques do ano, figurando bem perto do topo.

 

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