Edguy – Space Police – Defenders of the Crown

Divertido do começo ao fim

ImagemQualquer semelhança com “Blackout” não é mera coincidência.

O Edguy é uma das bandas mais fanfarronas – no melhor sentido do termo – do heavy metal atual, se não for “A” mais fanfarrona. O que Tobias Sammet (vocalista, tecladista e mente criativa por trás da banda), Jens Ludwig (guitarra), Dirk Sauer (guitarra), Tobias Exxel (baixo) e Felix Bohnke (bateria) aparentemente mais querem da vida é se divertir fazendo música e não tem nenhuma vergonha em deixar isso claro em cada um de seus lançamentos. Depois de começar como uma banda de Power metal tipicamente alemã com o álbum “Kingdom of Madness” em 1997, o Edguy passou por grandes mudanças (ainda que não estruturais) e hoje faz um heavy metal competente, mas que bebe bastante da influência do dito glam metal e do hard rock popularizado na década de 1980.

“Space Police – Defenders of the Crown” é o décimo trabalho em estúdio dos caras e é simplesmente um álbum delicioso de se ouvir. Sério, tente escutar “Love Tyger” e não abrir um sorriso de orelha a orelha (isso, claro, se você não estiver morto por dentro ou for um daqueles “trüe metalheads” que não sorriem nunca :-)) ou não entoar o refrão de “Sabre & Torch” faixa que abre os trabalhos, após escutá-la logo na primeira vez. E o que dizer do inusitado cover de “Rock Me Amadeus” do cantor australiano Falco?

Com doze faixas, que incluem as duas que dão título à bolachinha, “Space Police – Defenders of the Crown” é daqueles álbuns que não tem uma música sequer daquelas que você sente claramente que era sobra de estúdio e foi colocada ali só pra encher linguiça. É tudo muito bem equilibrado, variando músicas mais levadas pro heavy com outras com uma pegada predominantemente hard rock sem deixar de lado as características tipicamente edguynianas (se é que esse termo existe). Estão presentes os refrões grudentos, os agudos de Sammet, os solos bem encaixados de Ludwig, as baladas (com “Alone in Myself”) e mesmo as letras ora épicas (“Defenders of the Crown”, “The Realms of Baba Yaga”), ora escrachadas (“Love Tyger”, “Do Me Like a Caveman”). Há até mesmo uma homenagem ao Iron Maiden na semi-balada “England”, na qual Sammet declara que a Terra da Rainha é o melhor país do mundo simplesmente pelo fato de Steve Harris (baixista e principal letrista/compositor do Iron Maiden) ter nascido lá. Não tem como não simpatizar com algo assim – salvo, claro, se você for um dos “tr00 metalheads” citados acima. Se bem que, nesse caso, duvido que tenha chegado até esse ponto do texto :-).

Depois de dois álbuns recebidos de maneira relativamente morna pela crítica e público (“Tinnitus Sanctus” e “Age of the Joker”), o Edguy acerta o alvo novamente, talvez se aproveitando do fato de Tobias Sammet ter resolvido se dedicar inteiramente à sua banda principal nos últimos meses, após colocar seu projeto paralelo, o Avantasia, ao qual ele estava se dedicando bastante recentemente, em um hiato.

Não há muito mais o que dizer, exceto que “Space Police – Defenders of the Crown” já entra para a lista de concorrentes de melhor álbum do ano. O mais divertido, provavelmente, ele já é.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s