ReVamp – Belo Horizonte

Belo show em casa aconchegante

Formada em 2009, o ReVamp é uma iniciativa da vocalista Floor Jansen, que fundou a banda após o fim do seu grupo principal até então, o After Forever. Apesar de ter sido efetivada como vocalista principal do Nightwish no final de 2012, ela tem dividido seu tempo entre as duas bandas e, assim que terminou a turnê com os finlandeses, embarcou com seu novo grupo para a divulgação de “Wild Card”, segundo trabalho do sexteto que, além dela, conta com os guitarristas Arjan Rijnen e Jord Otto, o baixista Henk Vonk, o tecladista Ruben Wijga e o baterista Matthias Landes.

A apresentação em Belo Horizonte aconteceu na última sexta-feira, no dia 23 de junho, no Granfino’s, nova casa de shows da cidade que tem recebido diversas bandas consideradas “menores” por produtores. Isso faz com que o público, em praticamente qualquer lugar da casa – salvo nos camarotes – fique bem perto do palco, o que é sempre bom, mesmo que cause algumas situações inusitadas, como mencionarei alguns parágrafos abaixo.

ImagemNoturna

A banda local Noturna, formada por Vivian Bueno (vocal), Sérgio Barbieri (guitarra e vocal gutural), Vítor Freitas (baixo), Laura Pataro (teclados) e Rafael Costa (bateria) foi a encarregada de abrir os trabalhos, quase que em um repeteco de 2005, já que naquele ano o grupo foi responsável por abrir o show do After Forever em Belo Horizonte. Os nove anos de experiência fizeram bem ao quinteto, que apresentaram uma performance bem superior à de então. A presença de palco da banda ainda precisa de ajustes, mas seu heavy metal com bastante influências góticas no esquema “bela e a fera” (ou seja, vocais sopranos x vocais guturais) cumpriu bem o papel de esquentar o público. A banda apresentou músicas de seus dois álbuns – Diablerie (2005) e A Dream Within A Dream em uma apresentação de quase uma hora de duração.

 ImagemReVamp

Com o público já aquecido e pouco mais de vinte minutos após o previsto – o show estava marcado para as 21:00 hs – o ReVamp entrou no palco sem muito alarde, pelo menos até que Floor pisasse no palco e atraísse todos os flashes para si, com a banda já emendando as duas primeiras músicas de “Wild Card”, “The Anatomy of a Nervous Breakdown: On the Sideline” e “The Anatomy of a Nervous Breakdown: The Limbic System”. Pelos setlists divulgados antes por fãs presentes em shows anteriores da banda, estava claro de que pouca coisa (ou quase nada) seria mudada para a apresentação em Belo Horizonte, com a banda se focando inteiramente em seus dois álbuns.

Pouco depois da execução da segunda música Floor parou um pouco para interagir com o público e pediu que o pessoal parasse de usar os flashes na hora de tirar as (incontáveis) fotos da banda, já que isso era bastante incômodo e tirava sua concentração e a dos demais membros do ReVamp. A garota fez isso com a maior educação possível, sorrindo o tempo todo e a maioria do público entendeu e atendeu o pedido. Mas, ainda assim, teve gente que depois reclamou nas redes sociais chamando-a de “diva” por conta disso. Vai entender…

Independentemente disso, o fato é que o ReVamp mostrou-se uma banda bastante competente no palco, interagindo bastante com o público e mostrando-se bem entrosada ao longo de toda a sua apresentação, que durou mais de 90 minutos e trouxe quase que a totalidade das músicas já gravadas pela banda. O grupo soube equilibrar bem o setlist, alternando músicas mais agitadas com outras mais tranquilas. “I Lost Myself” foi um desses momentos, em que apenas Floor e o tecladista Ruben permaneceram no palco, com a holandesa cantando uma letra bastante emotiva para um público que, a pedido dela, permanecia em silêncio, apenas absorvendo aquela experiência.

No geral, o show do ReVamp foi uma grande experiência. Floor Jansen – que agora deu pra fazer vocais guturais – tem completo domínio do palco e sabe bem como usar sua voz variando tons mais agudos para os mais convencionais (além dos guturais acima mencionados) com maestria. Ela se mostra carismática e interage bastante com o público. Mesmo quando xingou um membro da platéia que insistia em usar o flash, depois de ela ter pedido mais de uma vez que não o fizesse, o fez com bastante simpatia. Os demais membros da banda seguem na mesma onda, mostram-se bastante à vontade no palco e, se conversam pouco com o público, transmitem aquela energia que só quem realmente gosta do que faz – e de onde está – consegue fazer.

No fim das contas, apesar da casa não estar lotada, creio que todos ali presentes se divertiram bastante – tanto banda quanto público – e torcem para que essa tenha sido apenas a primeira passagem do ReVamp pela cidade.

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