Dunkell Reiter – Unholy Grave

Thrash metal oitentista de respeito.*

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“Unholy Grave” é o primeiro álbum do Dunkell Reiter, banda de Contagem, Minas Gerais, que está na estrada desde 1996 e já tem na bagagem quatro demos lançadas. Com toda essa experiência, não causa nem um pouco de estranheza perceber que o álbum do quarteto formado por Rivelly “Assassin” Sanches (guitarra e voz), Rafael Reiter (guitarra), Roberto Otrebor (baixo) e Jonathan Reiter (bateria) soe bastante maduro, com tudo funcionando de maneira bastante satisfatória.

Uma coisa legal nesse “Unholy Grave” é que antes mesmo de colocar o álbum para rodar o ouvinte sabe bem o que lhe espera: thrash metal da escola dos anos 1980, do tipo que é bem feito em Belo Horizonte desde aquela década e que colocou a capital mineira no mapa do heavy metal mundial quando revelou nomes como Sepultura, Sarcófago, Overdose e Chakal, só para citar os mais emblemáticos. O Dunkell Reiter investe bastante nesse visual, seja através das fotos tiradas em cemitérios, seja através de suas roupas, com os integrantes adeptos dos cintos em formato de feixes de balas de fuzis. Até o nome da banda segue mais ou menos nessa linha, já que “Dunkel Reiter” significa “Cavaleiro Negro” em alemão (o porquê de haver um “l” a mais na palavra Dunkel aqui é algo que ficarei devendo-lhes). 🙂

Com oito músicas, “Unholy Grave” é aberto com a faixa título, que depois de um começo devagar com corais, engata em um riff de guitarra sensacional e é um excelente cartão de visitas para o que vem a seguir. Daí até “Assassin”, faixa que fecha a obra, o Dunkell Reiter apresenta um trabalho bastante homogêneo e sólido. Há de se destacar também a produção que também remete aos anos 1980 ainda que, claro, traga uma roupagem mais atual e, consequentemente, mais limpa, ainda que a sonoridade da banda seja puramente old school. Isso só faz com que a energia e a qualidade do som dos caras fiquem ainda mais em evidência.

Tudo funciona direito em “Unholy Grave”. O vocal de Rivelly é gritado e raivoso como deveria ser; as guitarras dele e de Rafael trabalham em harmonia, os riffs são matadores e os solos têm aquela técnica a qual os fãs do estilo estão acostumados; já a cozinha com Roberto e Jonathan segura muito bem a onda e soa muito bem.

Como dito no primeiro parágrafo dessa resenha, “Unholy Grave” não parece um álbum de estréia e sim o trabalho de uma banda já madura e que tem tudo para se tornar um dos grandes destaques dentro do cenário provando, novamente, a fama que Belo Horizonte tem em revelar grandes nomes do thrash metal.

* Texto originalmente produzido para o site Metal Clube.

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