Iron Savior – Rise of the Hero

Inovar pra quê?

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O Iron Savior foi fundado em 1996 quando o multi-instrumentista/vocalista Piet Sielck se juntou ao guitarrista/vocalista Kai Hansen (ex-Helloween, atual Gamma Ray e Unisonic) e ao baterista Thomas “Thomen” Stauch (ex-Blind Guardian, atual Savage Circus) para um novo projeto. Intitulado Iron Savior, a ideia era que o trio criasse Power metal tradicional com temática futurista naqueles períodos em que as bandas principais de Kai e Thomas estivessem paradas. O nome da banda, inclusive, seria o mesmo da nave sentiente que estrela as músicas de seus primeiros álbuns e que tem uma relação com a cidade perdida de Atlantis. Ou seja, algo um tanto quanto diferente da temática usual do Power metal, mais focado em histórias que envolvam fantasia medieval.

De qualquer forma, logo Thomas (em 1998) e Kai (em 2001) abandonaram a nave – pra continuar no tema da ficção científica – e o que era um projeto paralelo, especialmente de Kai, se tornou uma “banda de verdade”, com Piet assumindo a guitarra principal e 100% dos vocais. De 1996 para cá, a banda manteve-se fiel às suas raízes, sempre investindo em um Power Metal tradicionalmente alemão, sem se preocupar em inovar ou trazer novos elementos à sua sonoridade que é meio que um híbrido entre o Accept e o Helloween.

“Rise of the Hero” é o oitavo álbum do Iron Savior e traz mais do mesmo. Fica até difícil encontrar palavras para descrevê-lo sem repetir o que já foi dito aqui mesmo em diversas resenhas de álbuns de Power metal. Estão lá as guitarras velozes e virtuosas (mas não muito), a bateria precisa, o baixo discreto, os refrões grandiosos e grudentos… Tudo como sempre. Até as letras são clichezentas e não posso dizer que isso seja um demérito. Para bandas como o Iron Savior, o ditado que diz que “em time que está ganhando não se mexe” é bastante verdadeiro. Isso, claro, no que diz respeito à sua temática e sonoridade, já que a formação da banda mudou tanto ao longo de sua história que apenas Piet permanece como remanescente do grupo original. Atualmente o Iron Savior é composto por, além de Piet, Joachim “Piesel” Küstner (guitarra), Jan-Sören Eckert (baixo) e Thomas Nack (bateria).

Com músicas pesadas e melodiosas, nas quais se destacam o quarteto inicial formado por “Last Hero”, “Revenge of the Bride” (uma homenagem à noiva do Kill Bill de Tarantino), “From Far Beyond Time” e “Burning Heart” e aquela que fecha o álbum, “Fistraiser”, que é a típica música prestando homenagem ao Heavy metal e aos seus seguidores, o único ponto fora da curva nesse “Rise of the Hero” é “Dance with Somebody”, cover para um sucesso – na Escandinávia – da banda sueca Mando Diao. Eu, particularmente, até gostei da música, mas, nota-se que ela, obviamente, nunca poderia ter sido um produto de Piet & Cia.

No fim das contas, seria injusto dizer que esse “Rise of a Hero” é um álbum genérico. Tem seus bons momentos e algumas melodias com certeza vão grudar na cabeça do ouvinte por dias. Isso, no entanto, nada mais é do que uma característica típica do gênero. Poderia se dizer, portanto, que “Rise of a Hero” é recomendado apenas para fãs de Power metal e Metal alemão em geral.

 

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