Dia: 12/03/2014

Kappa Crucis – Rocks

Clima setentista total

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Formado em Apiaí, sul de São Paulo, nos anos 1990, o Kappa Crucis lançou seu primeiro álbum, “Jewel Box”, em 2009, mostrando que a sonoridade da banda seria extremamente calcada no rock and roll dos anos 1970, misturando com competência influências de progressivo, hard e stoner rock.

Cinco anos se passaram desde então e o quarteto formado por G. Fischer (guitarra, vocal), R. Tramontin (baixo), A. Stefanovitch (teclados) e F. Dória (bateria, vocal de harmonia) retorna ao mercado lançando “Rocks”, novamente de maneira independente e que, apesar de trazer uma pequena evolução na sonoridade do grupo, não diverge de seu antecessor.

A exemplo de “Jewel Box”, “Rocks” é totalmente calcado na sonoridade dos anos 1970, agregando aqui, aos elementos citados acima, uma boa dose do rock sulista com uma pitada do psicodelismo praticado por diversas bandas norte-americanas naquela década. Esse traço mais psicodélico, ainda que presente, se nota apenas aqui e ali, com a sonoridade do rock sulista e do stoner rock sendo proeminentes. A segunda faixa do álbum, “Mechatronic” é um exemplo onde todas essas influências se mesclam de maneira interessante.

Outro aspecto interessante de se notar ao longo de “Rocks” é que fica claro que os membros do Kappa Crucis não se mantém distantes do que acontece na indústria musical atual e também incorporam influências mais recentes à sua sonoridade. Ao longo de todo o álbum, especialmente em faixas como “Strange Souls” e “Flags and Lies” há momentos em que a influência dos suecos do Ghost é bastante sentida. E isso pode ser um ponto positivo para um reconhecimento maior da banda, haja vista a babação de ovo de grande parte da imprensa especializada em cima dos suecos.

Independente disso, “Rocks” é um álbum bastante homogêneo e sólido (piada proposital) e deve agradar bastante aos roqueiros mais nostálgicos que gostam desse tipo de proposta sonora.

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