Adrenaline Mob – Men of Honor

Banda supera com louvor o desafio do segundo álbum.

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O Adrenaline Mob surgiu como (mais) uma banda concebida pelo baterista Mike Portnoy na ocasião de sua saída do Dream Theater. De cara a banda chamou a atenção graças à sua formação – que trazia o vocalista Russel Allen, do Symphony X, o guitarrista Mike Orlando, famoso por ter trabalhado com Zakk Wylde (Black Label Society) e Bumblefoot (Guns ‘N Roses), o também guitarrista Rich Ward e o baixista Paul di Leo, ambos egressos do Fozzy – que lhe rendeu a maldita alcunha de “supergrupo”. Ward e di Leo, no entanto, logo abandonaram o barco, abrindo espaço para o baixista John Moyer, do Disturbed e a banda passaria a ter apenas um guitarrista.

Seu álbum de estréia, “Omertá” chamou bastante atenção pelo fato de não soar nada parecido com o metal progressivo praticado por Portnoy em seus (muitos) demais projetos, nem tampouco com o som normalmente associado ao Symphony X de Russel ou ao Disturbed de Moyer. “Omertá” trazia um rock pesado com influências de AOR e hard rock, bem produzido e direto, sem muita firula em termos instrumentais. Tudo parecia, então, bastante promissor.

A “Omertá” seguiu-se o EP “Covertá”, com versões da banda para músicas de grupos como Dio, The Doors, Led Zeppelin e Van Halen, dentre outros. Pouco depois do lançamento do EP, Portnoy anunciou sua saída da banda por “problemas de agenda” (o baterista na época estava envolvido com o Winery Dogs e o Transatlantic, além de tocar com qualquer um que o convide). Sem muita perda de tempo, A.J. Pero, do Twisted Sister, foi chamado para assumir as baquetas da banda e o quarteto logo sairia do estúdio com seu segundo álbum completo, “Men of Honor”, que já entra na disputa para figurar entre os melhores lançamentos do ano.

A saída de Portnoy não parece ter afetado em absolutamente nada a capacidade compositora do Adrenaline Mob, tanto no quesito das letras quando das músicas em si. O que se ouve ao longo de “Men of Honor” é um rock and roll de respeito, raçudo, com uma boa – mas não excessiva – dose de peso e aquele virtuosismo bem encaixado que funciona muito bem especialmente quando reservado aos solos de guitarra, os quais Orlando consegue tornar tanto virtuosos quanto rítmicos.

“Men of Honor” tem uma produção bastante bem feita e todos os instrumentos soam bem, incluindo o baixo de Moyer nos poucos momentos em que ele aparece, como na balada “Crystal Clear”. O álbum é um trabalho bastante homogêneo, com a qualidade das músicas se mantendo lá em cima, tornando difícil apontar destaques individuais. Boas amostras do que se pode esperar dele, no entanto, podem ser encontradas na faixa de abertura “The Mob is Back”, um rockão de respeito e em sua sequência, “Come on Get Up” com seu refrão grudento, além da supracitada “Crystal Clear”.

No mundo da música há sempre aquela desconfiança com relação ao segundo álbum quando uma banda – especialmente os “supergrupos” – lançam um bom trabalho de estréia. No caso do Adrenaline Mob, essa desconfiança pode ser deixada de lado, já que a banda conseguiu não só manter o bom nível de sua estréia, como mesmo superá-la em diversos quesitos.

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