Within Temptation – Hydra

Banda continua sua trajetória descendente

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O Within Temptation surgiu na Holanda no fim do século passado e logo chamou a atenção do público especializado com seu metal sinfônico no estilo “bela e a fera”, ou seja, a combinação dos vocais angelicais de Sharon den Adel com os guturais de Robert Westerholt (também guitarrista), aliados à mescla do peso do heavy metal com a elaboração da música clássica. Desde o começo, no entanto, o grupo parecia meio esquizofrênico, claramente ainda em busca de uma identidade.

Essa busca começou a se tornar mais clara a partir de seu terceiro álbum, “The Silent Force”, de 2004, quando a banda deixou de lado boa parte dos elementos do heavy metal sinfônico praticado em “Enter” (1997) e “Mother Earth” (2000, que já mostrava uma sonoridade menos “metal” e quase “new age”) para enveredar para uma sonoridade mais “pop”, comercial, provavelmente objetivando conquistar uma fatia do concorrido mercado fonográfico norte-americano. Há de se lembrar que, naquele ano, a terra do Tio Sam vivia a onda do Evanescence (alguém ainda se lembra deles?) e tanto fãs quanto executivos de gravadoras buscavam por bandas similares àquela liderada por Amy Lee.

Essa busca pelo mercado norte-americano, que distanciou a banda de suas raízes sonoras, parece chegar a seu auge em “Hydra”, último álbum do grupo, o sexto em sua carreira. “Hydra” é, talvez, o mais fraco trabalho da banda e escancara ainda mais o objetivo acima citado. Prova disso é que, das quatro participações especiais em Hydra, três delas vem dos Estados Unidos. O vocalista Howard Jones (ex-Killswitch Engage), em “Dangerous”; o rapper Xzibit, em “And We Run” e Dave Pirner, a voz do Soul Asylum em “The Whole World is Watching”, única música interessante de “Hydra”. A exceção é Tarja Turunen (ex-Nightwish) em “Paradise”, mas nem essa música empolga.

Não há muito que se acrescentar a respeito de “Hydra”. Trata-se de um álbum fraco, genérico, que em nenhum momento se destaca, nem mesmo nas faixas que, em teoria, teriam potencial para isso, especialmente no dueto com Tarja. Recomendado apenas para fãs recentes e incondicionais do septeto holandês.

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