Iced Earth – Plagues of Babylon

Banda lança um bom álbum

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 A capa ficou meio tosquinha…

O Iced Earth – um dos favoritos da casa – passou por sete anos bastante conturbados entre 2004 e 2011 e isso refletiu em sua discografia, com a banda lançando dois álbuns (“Framing Armageddon: Something Wicked Part 1” e “The Crucible of Man: Something Wicked Part 2”) que, se não eram ruins, também não faziam juz à sua discografia. O fato do vocalista Matt Barlow ter abandonado a banda em 2003, retornado em 2008 e abandonado-a novamente em 2010 pode ter contribuído para essa instabilidade, já que ele era o único membro fixo do Iced Earth à exceção do fundador John Schaffer.

Em 2011, com a adição do vocalista Stu Block ao time, o Iced Earth parecia ter retomado o caminho que levou a banda ao seu status de “gigante do heavy metal norte-americano” com “Dystopia”, talvez seu melhor álbum desde o clássico “Something Wicked This Way Comes” de 1998. Um álbum ao vivo depois (“Live in Ancient Kourion”) e o Iced Earth lança no mercado “Plagues of Babylon”, um trabalho que, apesar de abaixo de seu antecessor, mostra que Schaffer & Cia ainda tem bastante lenha para queimar.

“Plagues of Babylon” é aquele tipo de álbum que não traz muitas novidades para aqueles já iniciados. Assim como na maioria dos trabalhos da banda, o que se ouve aqui são as guitarras formando belas paredes sonoras (cortesia de Schaffer e Troy Seele), uma cozinha pesada e precisa (a cargo do baixista Luke Appleton e do baterista brasileiro Raphael Saini) e um vocalista que consegue variar vocais agressivos e mais contidos com bastante competência. Em seu terceiro trabalho com a banda, Stu apresenta seu melhor desempenho até o momento quase nos fazendo esquecer de Barlow (que está para o Iced Earth como Bruce Dickinson está para o Iron Maiden, guardadas as devidas proporções).    

Se tivesse que nomear destaques individuais de “Plagues of Babylon”, creio que a faixa título, “Among the Living Dead”, “Peacemaker” e a balada “If I Could See You Now” são exemplos que dão uma ideia geral de como o álbum soa.

Outro ponto positivo em “Plagues of Babylon” são as participações especiais. Retomando a parceria responsável pelo Demons & Wizards, o vocalista do Blind Guardian, Hansi Kürsch, empresta sua voz para seis das treze faixas do álbum, seja como parte do coral em “Plagues Of Babylon”, “Democide”, “Resistance” e “If I Could See You”, seja dividindo o vocal principal em “Among the Living Dead,” e “Highwayman”, música originalmente gravada por Willie Nelson, Johnny Cash, Waylon Jennings e Kris Kristofferson, aqui reproduzida nas vozes de Stu, Hansi, Michael Poulsen (Volbeat) e Russel Allen (Symphony X).

O aspecto negativo – ou, pelo menos, estranho – de “Plagues of Babylon” está no fato de ele trazer duas covers que soam desnecessárias. A supracitada “Highwayman” é até interessante, mas dispensável; já “Spirit othe Times”, ainda que também interessante, é uma regravação do Sons of Liberty, banda que foi concebida pelo próprio Jon Schaffer como um projeto paralelo. Ou seja, ele usa sua banda principal para gravar um cover de seu projeto paralelo. Meio esquizofrênico isso…

De qualquer forma, como dito lá em cima, “Plagues of Babylon” escreve mais uma página positiva na discografia do Iced Earth, ainda que não traga nada de novo e deve agradar seus fãs. Não é um “Dystopia”, mas não faz feio.

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