13º Stone Metal Festival

Blaze Bayley foi atração em evento

ImagemNo último domingo, dia 26/01, aconteceu no Stonehenge, em Belo Horizonte, o 13º Stone Metal Festival, evento que procura promover bandas autorais locais acompanhadas – quando possível – de uma atração internacional. A versão 2014 do evento apresentou os mineiros do Exordium e do Silvercrow, abrindo para Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden que esteve à frente da banda durante boa parte dos anos 1990, gravando com ela os álbuns “The X-Factor” e “Virtual XI”.

Infelizmente o festival, a exemplo de outros eventos direcionados para o público headbanger em Belo Horizonte, foi atrapalhado por problemas de organização. Inicialmente o evento estava marcado para ter início às 15:00 hs, de acordo com o que estava impresso na parte de trás dos ingressos do primeiro e segundo lotes. Já a informação na publicidade do evento – e na parte de trás dos ingressos do terceiro lote – diziam que o mesmo começaria às 16 hs e não às 15 hs. De qualquer forma, às 16:30 hs ainda havia gente – eu, inclusive – na fila para adentrar a casa, que admitia todos em um ritmo bem lento (o que se compreende, já que o Stonehenge é um bar que trabalha com o esquema de cartela individual e todas precisam ter o nome e RG do freguês) e não se ouvia qualquer som vindo lá de dentro. Finalmente, pesquisando para essa resenha, me deparei com a programação oficial, que dizia que a casa abriria às 16 hs e o festival em si começaria às 17 hs. Meio bagunçado…

De qualquer forma, por volta das 17:30 hs o Exordium subiu ao palco tocando sua versão para “Watching Over Me”, do Iced Earth. “Beleza, começou o festival”, pensei. Mas estava errado. Ao fim da música, o vocalista da banda diz que aquilo era apenas uma passagem de som e por cerca de vinte minutos o Exordium ficou em cima do palco à toa, esperando o som ser acertado. Quando finalmente começaram a tocar seu metal com letras de protesto e cantado em português, eram quase 18:00 hs.

O atraso do começo refletiu em todo o evento. O Silvercrow, que toca um power metal com toda a virtuosidade exigida pelo estilo, entrou pouco depois – entre 15 e 30 minutos – após o Exordium, mas precisou interromper seu setlist antes do que estava aparentemente programado pela banda por, segundo seu vocalista, “ter acabado seu tempo”. Em ambos os shows houve momentos em que ocorreram microfonias aqui e ali.

Blaze Bayley, a atração principal, deveria ter entrado no palco as 19:30 hs, que foi mais ou menos quando o Silvercrow começava sua apresentação. Houve uma longa espera, por volta de uma hora, até que o palco fosse preparado – o que se resumiu, basicamente, a acertos no sistema de som – até que o guitarrista Thomas Zwijsen finalmente adentrasse o palco para dar início à parte acústica do show, onde tocou em seu violão versões para “Aces High”, “Run to the Hills”, “Fear of the Dark” e “Blood Brothers”, todas músicas do Iron Maiden entoadas em uníssono pelos presentes. Apenas ao fim de sua apresentação a atração principal, o vocalista Blaze Bayley, entraria no palco já com o público ganho para executar “Lord of the Flies”, faixa de “The X-Factor”, primeiro disco que ele gravou com a Donzela.

Assistir a um show de Blaze Bayley é quase como ver uma apresentação de Paul Di’Anno (também ex-vocalista do Iron Maiden). Fica aquela sensação de “banda cover de luxo do Iron Maiden”. A diferença aqui é que Blaze intercala bem mais músicas próprias com as de sua ex-banda. Do total de 17 músicas executadas por Blaze e sua banda de apoio (formada por Chris Appleton, guitarra, Dan Bate, baixo e Martin McNee, bateria, todos integrantes de um grupo cover do Iron Maiden, salvo pelo guitarrista Zwijsen), sete são da carreira solo do vocalista – seja como artista solo, seja na banda “Blaze”. Além disso, Blaze é um cara bem carismático, que interage bastante com o público e quer sempre deixar transparecer a sensação de que aquele show é o melhor que ele está fazendo e que está muito satisfeito por ter a oportunidade de estar ali, naquela hora, tocando para aquele público – mesmo que ele não passe de algo entre quatrocentas e quinhentas almas. Humilde, ele agradece a todo o momento a oportunidade de poder tocar sua música mesmo sem ter o apoio de gravadoras e agentes e não se incomoda por ter que pedir desculpas quando erra alguma letra, como no caso de “Man on the Edge”.

Músicas como “Futureal”, “The Clansman” e “The Sign of the Cross”, clássicas do Iron Maiden na fase Blaze, intercaladas com faixas pesadas como “The Brave”, “King of Metal” e “The Launch”, tornaram a apresentação bastante pesada e, ao mesmo tempo, equilibrada, que deve ter agradado tanto a aqueles que queriam escutar apenas o ex-vocalista do Iron Maiden quanto aos interessados no material autoral do inglês.

Infelizmente, a exemplo dos shows anteriores, houve problemas de microfonia e no microfone de Blaze, que, em alguns momentos falhou, tanto ficando muito baixo ou muito alto.

Ao final de duas horas de apresentação, fechada com “The Angel and the Gambler”, Blaze promoveu um “meet and greet” bem descontraído atendendo a todos aqueles que queriam uma foto ou um autógrafo, mesmo com o avançar da hora. O show acabou por volta das 22:30 hs.

No fim das contas, podemos dizer que o saldo do 13º Stone Metal Festival foi positivo, mas por pouco. As bandas que lá se apresentaram o fizeram com bastante garra e mereciam uma atenção maior da organização, especialmente no que diz respeito ao sistema de som do Stonehenge. Esperamos que nos eventos futuros esses pequenos problemas não ocorram. E que a tradição de atrasar o horário de início dos shows de metal em Belo Horizonte – um “privilégio” que, infelizmente, não é só do Stonehenge, mas de todas as casas de show da cidade – se torne uma coisa do passado.

 Imagem   Blaze no meio da galera

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