Balanço de 2013

Melhores do ano de acordo com a equipe do blog

Pra fechar o ano, um post curtinho sobre o que houve de melhor no ano de 2013 no mundinho do metal. Como o blog (ainda) não recebe material de divulgação, ou seja, só é analisado o que é garimpado na internet e nas lojas de música, somando-se ao fato de o mesmo ter sido retomado apenas em outubro, será uma lista bem curta e livre da sessão “decepções”… Bom, mais ou menos. Sem mais delongas, vamos lá.

Destaques do ano – álbuns (em nenhuma ordem particular)

Iced Earth – “Live in Ancient Kourion”: Apesar das diversas mudanças em sua formação desde sua fundação no final dos anos 1980, o Iced Earth costuma lançar álbuns bastante consistentes. Esse “Live in Ancient Kourion” não foge à tradição. Gravado durante a turnê de divulgação do álbum “Dystopia”, de 2011, o álbum duplo – que também foi lançado em DVD – é o primeiro lançamento ao vivo do vocalista Stu Block e, apesar de focado em “Dystopia”, faz um belo apanhado da carreira da banda. Em uma primeira audição, causa estranheza escutar a voz de Stu dar vida a clássicos da banda gravados originalmente por Matt Barlow, como “The Hunter” e “Dante’s Inferno”.  No entanto, basta uma segunda ouvida no álbum pra comprovar que ele foi mesmo a escolha certa para a posição. No geral, mais um grande álbum do Iced Earth.

Steven Wilson – “The Raven that Refused to Sing (and other Stories)”: A mente por trás do Porcupine Tree deixou sua banda principal de lado para se dedicar à carreira solo em 2013 e esse “The Raven that Refused to Sing (and other Stories)” é o resultado disso. Lançado no comecinho do ano, o álbum é mais uma prova da genialidade de Wilson – que se divide entre sua carreira solo, o Porcupine Tree e o Blackfield, conseguindo ser competente em todos eles –  que consegue navegar dentro do pop e do rock progressivo com uma sensibilidade reservada a poucos. Vale dar uma conferida.

James LaBrie – “Impermanent Ressonance”: Considerado o “patinho feio” do Dream Theater, o vocalista James LaBrie tem mostrado que a história não é bem assim. Depois de lançar um dos melhores álbuns de 2010 (“Static Impulse”), James e seu principal parceiro de crime fora do Dream Theater, o tecladista Matt Guillory, voltaram à ativa com “Impermanent Ressonance”, um álbum que mostra uma outra face de LaBrie, aqui apresentando composições muito mais agressivas do que aquelas às quais ele está acostumado em sua banda principal. Entre composições mais pesadas e as indefectíveis baladas, “Impermanent Ressonance” tem um resultado bastante positivo no geral.

Black Sabbath – “13”: Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler reunidos depois de 30 anos, agora acompanhados do baterista Tommy Clufetos. Não tinha como dar errado e o Black Sabbath entra fácil em qualquer lista dos melhores do ano de 2013.

The Winery Dogs – “The Winery Dogs”: Formado pelo vocalista/guitarrista Richie Kotzen (ex-Poison, ex-Mr. Big), o baixista Billy Sheehan (Mr. Big) e o baterista Mike Portnoy (Transatlantic, Flying Colors, ex-Dream Theater, ex-Adrenaline Mob, ex-Avenged Sevenfold), The Winery Dogs tinha tudo pra dar errado, haja o tamanho dos egos de seus componentes. No entanto, a exemplo do Chickenfoot, a coisa toda deu muito certo e o álbum de estréia da banda é algo quase que indispensável pra quem gosta do bom e velho rock and roll. Praticando a teoria do “menos é mais”, o trio dá uma pisada no freio no virtuosismo característico de cada um para usar suas habilidades tanto técnicas quanto rítmicas para criar treze músicas cujo nível fica sempre lá em cima. Um prato cheio para fãs do rock dos anos 1970/1980.

Hellish War – “Keep it Hellish”: Mais um grande álbum na carreira dessa banda de São Paulo que tem tudo pra se tornar um dos maiores nomes do heavy metal nacional nos próximos anos.

Sepultura – “The Mediator Between Head and Hand Must Be the Heart”: Apesar de mais uma mudança em sua formação (sai Jean Dolabella, entra Eloy Casagrande), o Sepultura de Andreas Kisser, Paulo Jr. E Derrick Green mostra que, apesar das eternas viúvas de Max Cavalera, sua banda ainda consegue ser uma das mais relevantes no cenário do thrash metal mundial e lança seu melhor álbum em bastante tempo.

Uganga – “Eurocaos ao vivo”: O registro da primeira turnê dos mineiros do Uganga na Europa mostra que bandas brasileiras que cantam em seu idioma natal também conseguem espaço em festivais fora das terras tupiniquins. Bem produzido e com algumas surpresas, o álbum é um belo cartão de visitas para aqueles que, como eu, também não conheciam o trabalho dos caras.  

Amon Amarh – “Deceiver of the Gods”: Novo álbum dos Vikings favoritos da casa. Já basta pra entrar na lista de melhores do ano. 🙂

Decepção do ano

Big Noize

Tinha tudo pra dar certo. Sebastian Bach (vocal, ex-Skid Row), George Lynch (guitarra, Dokken), Phil Soussan (baixo, ex-Ozzy Osbourne) e Vinny Appice (ex-Black Sabbath, ex-Heaven and Hell) em turnê tocando músicas de suas antigas bandas. No entanto, a química não funcionou e o show da banda foi a grande decepção do ano. Escutar Sebastian Bach se esgoelando em “Heaven & Hell” em trechos onde Dio quase sussurrava foi terrível. Nem mesmo nas próprias músicas do Skid Row a coisa funcionou já que a falta de uma segunda guitarra foi bastante sentida. No geral, uma experiência abaixo da expectativa e que não valeu a grana gasta no ingresso.  

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Quem sabe da próxima vez dá certo, caras.

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