Majesty – Banners High

Metal na melhor tradição alemã

 Imagem

Alguém dá uma camisa pra ele, faz favor?

Surgido na Alemanha no final da década de 1990, o Majesty é daquelas bandas que não se furta em beber da mesma fonte de diversos de seus compatriotas e investe em um metal puramente calcado na sonoridade dos anos 1980, com guitarras pesadas e virtuosas, bateria marcante, teclado presente, (ainda que muito discreto), refrões grudentos e melodias cativantes. Seguindo outra tradição tipicamente alemã, a banda opta por enveredar pelos caminhos do chamado power metal, ou seja, dragões, batalhas campais, luta contra um rei opressor, histórias de cavalaria, magos e feiticeiras abundam em suas letras. Ou seja, tudo aquilo que fãs de Tolkien e/ou jogadores de RPG apreciam.

Atualmente formada por Tarek Maghary (vocais, teclados), Tristan Visser (guitarra), Freddy Schartl (baixo) e Jan Raddatz (bateria), o Majesty tem uma história relativamente interessante. Depois de chamar a atenção do cenário com o bom “Keep It True” (um álbum que você poderia pensar seriamente que se trata de obra do Manowar graças ao seu título), e lançar os consistentes “Sword & Sorcery” (2002), “Reign In Glory” (2003), o ao vivo “Metal Law” (2004) e Hellforces (2006), por algum motivo qualquer os caras anunciaram o fim da banda. Detalhe: os membros continuariam tocando e excursionando juntos, só que deixariam de usar o nome “Majesty” e passariam a ser conhecidos por um nome muito mais fodão. Surgiria, então, o Metalforce que lançaria seu álbum de estréia, auto-intitulado, em 2009. Dois anos depois e com apenas um álbum auto-intitulado em seu catálogo, no entanto, o Metalforce voltaria a ser Majesty e soltaria seu “álbum de retorno”, “Own the Crown”.

Pra compensar o tempo perdido, eis que 2013 o Majesty retorna com dois álbuns. “Thunder Rider” lançado em janeiro e esse “Banners High”, lançado há exatamente uma semana.

Depois de tudo o que foi dito acima, não há muito a se acrescentar. “Banners High” traz tudo aquilo que agrega valor (pra usar uma expressão em moda no Brasil de hoje) ao power metal: refrões grudentos, corais grandiosos, peso, velocidade… Tem até a baladinha indefectível, aqui representada por “Take Me Home”, que aparece em duas versões, sendo uma delas acústica e incluída como material bônus. Outros destaques do álbum vão para as grudentas “Time for Revolution” e “All We Want, All We Need” e “United by Freedom” com suas ambições épicas.

Em resumo, “Banners High” é mais do mesmo. Um álbum de uma banda que não quer saber de inventar moda nem reinventar um estilo musical, apenas se divertir fazendo música para um público que, por incrível que pareça, sempre se renova, talvez justamente por se sentir confortável sabendo o que esperar do trabalho de determinadas bandas ou artistas. O Majesty não dá nenhum passo fora de sua zona de conforto e entrega aos fãs exatamente o que se espera deles em seu sétimo álbum. Para quem os conhece e aprecia seu trabalho, nenhuma novidade; para quem não é iniciado, “Banners High” não deixa de ser um bom começo… Assim como qualquer outro álbum dos caras. Sério.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s