Rhapsody of Fire – Dark Wings of Steel

Mais do mesmo no primeiro álbum pós-divórcio

 Imagem

O Rhapsody of Fire tem uma história interessante e, até certo ponto, relativamente conturbada. A banda foi formada em 1993, na Itália, pelo tecladista Alex Staropoli e o guitarrista Luca Turilli com propósito de fazer um heavy metal fortemente calcado na música clássica, abusando de coros e partes sinfônicas em suas canções. A presença do vocalista Fábio Lione na banda desde praticamente o começo ajudou bem nesse propósito e logo o grupo – sob a alcunha de “Rhapsody” – chamou a atenção do cenário do heavy metal.

Depois de seis álbuns lançados, alguém descobriu que detinha os direitos de propriedade do nome “Rhapsody” e a banda foi obrigada a mudar para a alcunha atual. Sob o nome Rhapsody of Fire, foram mais três trabalhos – descontando os ao vivo. Daí, em 2011 o que parecia improvável aconteceu e Staropoli and Turilli resolveram romper amigavelmente uma parceria de 18 anos. Na época pareceu até aqueles divórcios onde os casais dividem os bens entre si. Digo isso porque enquanto Staropoli ficou com a guarda, por assim dizer, da marca, do vocalista Lione e do baterista Alex Holzwarth, Luca levou consigo o baixista Patrice Guers e o guitarrista Dominique Leurquin. No ano seguinte, Luca recrutou novos vocalista e baterista e lançou “Ascending to Infinity”, sob o nome de Luca Turilli’s Rhapsody. Já Staropoli e sua versão do Rhapsody, agora contando com o guitarrista Roby De Micheli e o baixista Oliver Holzwarth finalmente lança no mercado o que seria o 10º álbum da banda, esse “Dark Wings of Steel”. E, felizmente, seu material, apesar de se manter fiel ao legado da banda, se distancia bastante daquele apresentado por Turilli em seu novo grupo.

Em “Dark Wings of Steel”, o Rhapsody mostra que continua com seu heavy metal sinfônico, ainda que aqui haja algum direcionamento mais linear e direto em algumas músicas, especialmente no que diz respeito à guitarra de De Micheli, menos virtuosa, mas não menos competente, que a de Turilli. O fato de a banda ter retornado às origens, no sentido de ter apenas um guitarrista, contribui para isso. Há ainda o fato de a mixagem do álbum ter priorizado o teclado em muitos momentos, tornando-o às vezes exagerado, sobrepondo-o à guitarra. Isso, no entanto, é um demérito menor.

O fato é que, com uma produção bem limpa e competente, “Dark Wings of Steel” continua a tradição de álbuns épicos que marcaram a carreira da banda – tanto como Rhapsody como quanto “Rhaposody of Fire” – desde seu começo. Isso pode ser percebido logo após a indefectível introdução, “Vis Divina”, quando “Rising from Tragic Flames” já aparece trazendo todos aqueles elementos que os fãs do estilo adoram – coros, rápidos riffs de guitarra e o vocal de Fábio Lione. Destaques individuais do álbum, além da supracitadas são a quase Manowar “Angel of Light”, “Tears of Pain” e a balada “Custode Di Pace”. O álbum, no entanto, é bastante homogêneo e eleger destaques individuais tem o intuito exclusivo de facilitar a vida daqueles que quiserem procurar amostras do mesmo no Youtube ou algum site similar.

No fim das contas, o Rhapsody of Fire, apesar dos desfalques, continua se destacando no cenário ao qual pertence e mostra que mesmo sem um de seus membros fundadores e principal compositor, ainda tem muito o que mostrar. Uma observação final: Impressionante o quanto esse Fábio Lione canta, pelo martelo de Thor. 🙂

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s