Forty Deuce – Nothing to Lose

Excelente caça-níqueis

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Fazer faxina é algo que, de vez em quando, pode ser interessante. Recentemente eu reloquei alguns de meus CDs e redescobri diversas coisas que não ouvia há anos. Esse “Nothing to Lose” do finado Forty Deuce é uma dessas pérolas há muito deixadas de lado, mas que merecem um comentário ou dois a seu respeito.

O Forty Deuce é quase que uma versão hard rock/AOR das incontáveis bandas pré-fabricadas por gravadoras que infestam o mundo pop, mas as semelhanças param por aí. A banda – ou projeto, com queiram – foi concebida por Serafino Perugino, empresário italiano que, em 1996, fundou a Frontiers Records, selo especializado em rock clássico, AOR (sigla para Adult Oriented Rock) e hard rock. Além de distribuir álbuns de artistas e bandas como Glenn Hughes, Toto, Yes, Journey, Jeff Scott Soto e Whitesnake, dentre outros, de vez em quando Serafino chama alguns músicos os quais empresaria para que eles tentem trabalhar juntos. O Forty Deuce nasceu daí, quando Serafino convidou o vocalista/guitarrista Richie Kotzen (ex-Poison, ex-Mr. Big, atual Winery Dogs) para que ele fizesse algo a ser lançado pela Frontiers. Richie recrutou os desconhecidos Taka (guitarra), Ari (baixo) e Thr3e (bateria) e saiu-se com esse “Nothing to Lose”, um grande álbum, ainda que bastante subestimado, haja vista a falta de sucessores.

De “Oh My God” (primeira faixa do trabalho, descontando a introdução “Intro”), até “Nothing to Lose”, faixa que fecha o álbum, o único trabalho do Forty Deuce até o momento é uma jóia rara. Esqueça quaisquer preconceitos que possa ter com relação a Kotzen pelo fato de ele um dia ter tocado com o Poison. O que ele apresenta em “Nothing to Lose” é um trabalho extremamente forte, com composições fortemente calcadas na guitarra e um vocal que já chegou a ser comparado com o de Dave Coverdale (Whitesnake). As letras também se distanciam do tripé “sexo-drogas-rock and roll” do Poison ou mesmo das baladas mela-cueca do Mr. Big. Em tempo: eu gosto de Mr. Big, mas admito que músicas como “To Be with You” são bem farofeiras. Crédito também para Taka e Ari, que compuseram as 12 faixas do álbum junto com Kozen.

Do começo ao fim, “Nothing to Lose” é um álbum bastante homogêneo, ainda que faixas como “Say”, “Start It Up”, a balada “Wanted” e “Next to Me”, além daquelas citadas no parágrafo anterior possam ser apontadas como destaques individuais. O que ressalta essa homogeneidade, já que são seis destaques em um álbum com doze faixas.

“Nothing to Lose” foi lançado em 2005 no Brasil pela gravadora paulistana Hellion Records. Não sei se ainda está em catálogo, mas, se você é fã de um bom hard rock/AOR calcado na música dos anos 1980, vale a pena dar uma procurada.

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