Amon Amarth – Deceiver of the Gods

A hora e a vez de Loki

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Depois de álbuns dedicados às Nornes (“Fate of the Norns”), Odin (“With Oden on Our Side”), Thor (“Twilight of the Thunder God”) e Surtur (“Surtur Rising”), os suecos do Amon Amarth resolveram que era hora de prestar a devida homenagem ao Deus da Trapaça.  Ainda que, a exemplo dos trabalhos acima mencionados, “Deceiver of the Gods”, nono álbum da banda, não se encaixe no que se chamaria de álbum conceitual ou temático, não há como negar que Loki é a figura central aqui.

O paganismo nórdico e as sagas vikings são temas recorrentes nos trabalhos do Amon Amarth, tanto que, inicialmente rotulada uma banda de Melodic Death Metal (ou Death Metal Melódico, como queiram), sua escolha lírica os levou a serem considerados um grupo de Viking Metal, ainda que contra sua vontade. Ah, a necessidade da indústria musical de rotular….

Enfim, “Deceiver of the Gods” traz pouca novidade com relação aos trabalhos mais recentes do Amon Amarth e isso, pelo menos da forma como eu vejo a coisa, é algo bom. Estão ali as guitarras ora melódicas, ora pesadas e velozes da dupla Olavi Mikkonen e Johan Söderberg, a bateria precisa e marcante de Fedrik Anderson e o baixo discreto, mas essencial de Ted Lundström, além, é claro, da voz de Johan Hegg, com seus gritos e urros que tem feito com que ele seja cada vez mais reconhecido como um dos melhores em sua área. Tudo isso junto casa perfeitamente com os temas das letras que, como sempre, se dividem entre mitologia nórdica e sagas vikings. E, quando digo que Loki tem um papel de destaque no álbum, isso não é um exagero. Das dez músicas presentes em “Deceiver of the Gods”, as quatro primeiras são totalmente dedicadas ao Deus da trapaça. A primeira, faixa título, se foca na ambição de Loki em tomar o trono de Asgard (uma vontade mais associada à figura da Marvel do que a mitológica); “As Loke Falls” mostra a luta entre Heimdall (o guardião de Asgard) e Loki, que ocorrerá durante o Ragnarök e selará o destino de ambos; “The Father of the Wolf” traz uma nova abordagem para o nascimento de Fenrir, o lobo que causará a morte de Odin no supracitado Ragnarök, enquanto que “Shape Shifter” discursa sobre as capacidades metamórficas de Loki.

Nas demais músicas, a temática viking impera. A exceção é “Hel”, que baseia-se tanto na deusa asgardiana de mesmo nome (e filha de Loki) quanto na região na qual ela reina. Um outro fator interessante dessa música é a participação de Messiah Marcolin, ex-vocalista do Candlemass, que divide as vozes da canção do Jonah. Marcolin tem uma voz limpa, que contrasta com a Marcolin e dá uma idéia de como o Amon Amarth soaria caso optasse por atuar em um gênero menos segmentado.

“Warriors of the North”, com seus mais de oito minutos de duração, fecha o álbum de maneira bastante satisfatória e mostra o porquê do Amon Amarth estar aumentando sua base de fãs a cada dia. Para não fugir da tradição, “Deceiver of the Gods” também tem uma versão dupla, com o segundo disco trazendo quatro faixas que saem um pouco do que o Amon Amarth costuma fazer, mostrando um lado mais “convencional”, por falta de palavra melhor, do seu som.    

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