Gloryhammer – Tales from the Kingdom of Fife

Diversão garantida, desde que não se leve a sério.

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Um dos subgêneros mais divertidos do heavy metal é aquele que se convencionou a chamar de Power metal. Bandas de Power metal, em geral – e com raras exceções, como o Manowar – não se levam muito a sério. Os caras querem simplesmente se divertir enquanto ganham dinheiro tocando suas músicas. Não que a música fique em segundo plano ou seja feita de maneira relaxada. Muito pelo contrário, alguns dos músicos e vocalistas mais virtuosos e competentes do rock/metal são encontrados justamente integrando bandas de Power metal. O fator diversão, no entanto, deve estar sempre presente, assim como as guitarras rápidas, baixo e bateria marcantes, vocais ora rasgados, ora agudos, ora mais contidos e, ainda que não obrigatório, mas quase sempre presente, aquele teclado que conecta tudo e ajuda a criar o clima ideal para as letras. Afinal, uma das características principais do Power metal é justamente o fato de suas músicas, em esmagadora maioria, se apoiar em temáticas fantasiosas, muitas vezes tendo o tema “capa e espada” como pano de fundo, isso quando não se inspira claramente em literatura do gênero (Blind Guardian que o diga). Obviamente que trabalhos conceituais, aqueles onde todas as músicas têm a tarefa de ajudar a contar uma história única que corre ao longo de todo o álbum, abundam por aqui (Rhapsody of Fire, alguém?).

Foi com tudo isso em mente que Christopher Bowes, vocalista da banda Alestorm (que faz um folk metal bem legal, com temática de piratas) resolveu chamar quatro amigos e fundar o Gloryhammer (até o nome da banda é clichê). Fazendo aqui as vezes de tecladista, Christopher recrutou o vocalista Thomas Winkler, o guitarrista Paul Templing, o baixista James Cartwright e o baterista Ben Turk e o Gloryhammer não perdeu tempo e logo lançou seu álbum de estréia, “Tales from the Kingdom of Fife”.

Como quem chegou até aqui já deve imaginar, “Tales…” é um álbum conceitual. A história se passa em uma versão fantasiosa da Escócia que é invadida pelo mago Zargothrax. Zargothrax deixa a cidade de Dundee, localizada no reino de Fife, em ruínas, mas não sem antes violar e sequestrar sua bela princesa. Assim sendo, cabe ao guerreiro Aragorn Angus McFife obter um martelo mágico que o habilite a salvar a princesa e o reino. Fala sério, tem coisa mais Power metal do que isso?

Não há muito mais o que se dizer de “Tales from the Kingdom of Fife”, já que, repito, ele não procura inovar e os membros do Gloryhammer parecem apenas dispostos a se divertir fazendo música boa. E, sim, apesar – ou por causa – disso, o fato é que “Tales…” é um álbum que tem tudo para agradar aos fãs de Power metal. O que temos aqui são riffs velozes, coros pomposos, refrões grudentos, as indefectíveis baladas e um vocalista cujo trabalho deve ser acompanhado mais atentamente daqui pra frente. Pra completar, “Tales from the Kingdom of Fife” nos presenteia com faixas com títulos dignos de um J.R.R. Tolkien ou um George R. R. Martin (‘tá forcei :p), tais como “The Unicorn Invasion of Dundee”, “Quest for the Hammer of Glory”, “Silent Tears of Frozen Princess” e a épica “The Epic Rage of Furious Thunder”, que, com seus mais de dez minutos de duração, encerra o álbum de maneira… Épica, por falta de melhor adjetivo.

Resumindo: “Tales From the Kingdom of Fife” tem aquela característica dicotômica simples: se você é fã de Power metal, pode dar uma chance ao material que não vai se arrepender; se não aguenta nem ouvir falar de bandas do gênero, nem perca seu tempo.

ImagemFanfarronice pouca é bobagem

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