Steven Wilson – Drive Home

Músico inglês acerta novamente

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Depois de lançar um dos melhores álbuns do ano, “The Raven that Refused to Sing (and Other Stories)” – até o título do cd é criativo – Steven Wilson volta mercado com “Drive Home”, um EP bastante interessante e intimista que, se não traz nenhuma novidade, é um lançamento bastante agradável tanto para fãs quanto para aqueles que desconhecem o trabalho de uma das mentes mais criativas e inquietas do cenário musical atual.

Nascido em Londres, em 1967, Wilson é um multi-instrumentista que começou a aparecer em 1986, quando fundou a banda No Man Is An Island (Except The Isle Of Man), logo renomeada simplesmente como No-Man, que flertava com música pop fortemente baseada em sintetizadores. No ano seguinte Wilson se juntou ao amigo Malcolm Stocks para criar o Porcupine Tree, outro projeto que se tornaria, ao longo dos anos, sua principal banda, que opta por uma musicalidade mais voltada para o rock psicodélico/progressivo que dominara os anos 1970, principalmente na Inglaterra.

 

Inquieto, ao longo das últimas décadas Wilson se envolveu com outros projetos musicais, dentre os quais o I.M.E. (The Incredible Expanding Mindfuck), Blackfield (ao lado do músico israelense Aviv Geffen), o Bass Communion e, mais recentemente, o Storm Corrosion, esse ao lado da mente criativa por trás do Opeth, o vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt. Além de todos esses – dos quais, apenas o I.M.E está em um hiato (seu último trabalho com o projeto foi lançado em 2005) – Wilson ainda arrumou tempo para se dedicar à uma carreira solo.

“Drive Home”, lançado em DVD/Blu-Ray e CD traz oito e sete faixas, respectivamente. Como sou pobre, obviamente que tive acesso, por enquanto, apenas ao CD, que é composto de versões editadas e executadas ao vivo durante a turnê do último álbum de Wilson, cuja turnê chegou a passar pelo Brasil, naquelas maluquices de “apresentação única” que, no caso, como era de se esperar, aconteceu em São Paulo. Mas dei uma viajada aqui.

Voltando ao CD, “Drive Home” traz uma versão editada da faixa título lançada em “The Raven…”, música de trabalho do mesmo; a instrumental “Birthday Party”, uma versão orquestrada para “The Raven that Refused to Sing” e quatro músicas ao vivo, gravadas quando da passagem do músico por Frankfurt, Alemanha: “The Holy Drinker”, “Insurgentes”, “The Watchmaker” e, novamente, “The Raven that Refused to Sing”, totalizando 50 minutos de música da melhor qualidade.

Wilson é um renomado produtor e engenheiro de som, logo, tecer comentários relativos à produção do álbum não é muito necessário. A produção é limpa e cuidadosa, todos os instrumentos e a voz de Wilson podem são claramente audíveis, o que é essencial especialmente quando o trabalho é composto, basicamente, de músicas mais lentas e intimistas, como dito no parágrafo que abre essa resenha.

 Vale a pena dar uma conferida.

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