Hellish War – Keep it Hellish

Heavy metal tradicional em sua melhor forma

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Na estrada desde 1995, a banda paulista Hellish War chega ao seu terceiro álbum de estúdio e quarto da carreira (anteriormente haviam lançado “Defender of Metal”, “Heroes of Tomorrow” e o ao vivo “Live in Germany) mostrando uma maturidade que poucas vezes se alcança no subestimado e desvalorizado cenário do metal nacional. “Keep It Hellish” é um álbum que tem tudo para agradar os headbangers de plantão, especialmente aqueles fãs de um heavy metal mais tradicional, calcado especialmente na sonoridade desenvolvida e popularizada pelas grandes bandas do estilo nos idos anos 1980.

Para “Keep It Hellish”, o Hellish War passou por uma mudança significativa em sua formação, já que o vocalista Roger Hammer deu lugar à Bil Martins, que segue fielmente os passos de seu antecessor, sem deixar de trazer seu próprio estilo vocal para a banda. Já as demais posições continuam as mesmas: Vulcano e Daniel Job (guitarras), JR (baixo) e Daniel Person (bateria).

Não há muito a se dizer de “Keep It Hellish”. A obra é um álbum sólido, homogêneo trazendo tudo aquilo que tornou o dito “heavy metal tradicional” atrativo: refrões grudentos, melodias cativantes, grandes solos de guitarra, bateria e baixo sólidos e consistentes e um trabalho vocal bastante energético. Músicas como a faixa título, que abre o álbum, “Reflects on the Blade”, a instrumental “Battle at the Sea”, sua sequencia “Phantom Ship” e a épica “The Quest” são belos exemplos do cuidado com o que a banda construiu suas composições e trazem uma sensação nostálgica muito bem vinda. Mesmo mantendo suas características próprias, é impossível dissociar o Hellish War de algumas de suas influências e diversas de suas músicas lembram – e muito – o trabalho de bandas seminais do estilo, tais quais o Running Wild, Grave Digger e Iron Maiden, só para citar algumas.

Com 10 faixas batendo na marca dos 67 minutos, “Keep It Hellish” é mais um grande trabalho do Hellish War e tem tudo para agradar todo aquele fã de heavy metal que prefere um som mais cru e direto, ainda que elaborado, mas que foge das orquestrações e evita as ditas “influências brasileiras” que se tornaram característica do trabalho de diversas bandas tupiniquins atuais.

 “Keep It Hellish” foi lançado no Brasil pela Voice Music e na Europa pela Pure Steel Records.

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