Mês: Outubro 2013

Sepultura – The Mediator Between Head and Hand Must Be the Heart

Uma quase volta às raízes

 

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Desde 1996 o Sepultura tem, a cada lançamento, que se provar ainda relevante no cenário do thrash metal, especialmente porque uma porcentagem dos fãs da banda até hoje não se conforma com o fato de o vocalista/guitarrista Max Cavalera ter deixado o grupo naquele ano para ser substituído pelo norte-americano Derrick Green. O guitarrista Andreas Kisser assumiu como principal compositor do grupo, que passou pela famosa fase de transição que qualquer grupo enfrenta quando um de seus membros mais influentes abandona o barco. Depois de três álbuns recebidos de maneira bastante morna (“Against”, “Nation” e “Roorback”), para dizer o mínimo, o Sepultura voltaria a chamar a atenção e conseguir boas críticas com o temático “Dante XXI”.

Quando a coisa parecia que voltaria aos trilhos, o baterista Igor Cavalera deixou a banda e o lançamento seguinte do grupo, “A-lex”, apesar das boas críticas, seria novamente taxado pelas viúvas de Max como um álbum que não era do Sepultura. O próprio Max viria à imprensa dizer que Andreas e Cia não deveriam usar o nome “Sepultura”, já que nenhum dos membros fundadores da banda faz parte de sua formação atual. O fato de ele se “esquecer” de que o baixista Paulo Jr. gravou todos os álbuns do Sepultura desde a estréia com “Morbid Visions”, de 1986, parece não tê-lo incomodado.

Independente da opinião de Max, 2011 viu o lançamento do temático “Kairos”, com o mineiro Jean Dolabella nas baquetas e uma boa recepção geral. Mas, como não poderia deixar de ser, logo o baterista deixaria o posto alegando vontade de se dedicar a outros projetos. Assim sendo, Eloy Casagrande fora recrutado para o posto e é com essa formação que o Sepultura lançou esse “The Mediator Between Head and Hand Must Be the Heart”, álbum que recebeu diversas críticas antes mesmo de qualquer música do mesmo ter sido divulgada, principalmente de Max e suas viúvas. O motivo? O título “muito longo”.

O fato, no entanto, é que “The Mediator Between Head and Hand Must Be the Heart” é, de longe, um dos melhores trabalhos do Sepultura nos últimos 17 anos. Ao contrário dos três lançamentos anteriores, “The Mediator…” é um álbum mais convencional no sentido de não ser conceitual ou temático. Suas músicas são independentes entre si e não querem contar uma história mais longa. Uma outra mudança com relação aos anteriores foi que dessa vez a banda optou por uma mixagem mais crua, quase suja, lembrando bastante os tempos do supracitado “Morbid Visions” e de seu sucessor, “Bestial Devastation”. O instrumental também segue nessa linha, com andamentos retos e com poucas quebradas, com Derrick gritando o máximo que seus pulmões permitem para seguir a rapidez e fúria que Andreas e Eloy descarregam em seus instrumentos.  

Claro, há momentos menos velozes, como na introdução de “The Vatican” com seus sinos e violinos e em “The Bliss of the Ignorants”, onde pode se ouvir as batidas tribais que se tornaram uma marca registrada da banda desde “Roots”. “Grief” traz uma das introduções mais singulares da carreira do grupo e mostra como soa a voz de Derrick quando ele resolve declamar de maneira calma ao invés de gritar furiosamente as letras de uma música.

Um álbum bastante homogêneo, “The Mediator Between Head and Hand Must Be the Heart” ainda traz a participação de Dave Lombardo (ex-baterista do Slayer) fazendo uma bela dobradinha com Eloy em “Obsessed” e fecha com chave de ouro com a versão thrash metal de “Da Lama ao Caos”, música originalmente gravada por Chico Science & Nação Zumbi em seu álbum homônimo, de 1994.

No geral, um álbum forte do Sepultura que prova mais uma vez, para o desgosto de Max e suas viúvas, que a banda ainda é bastante relevante para o cenário no qual se encaixa.

  

 

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Steven Wilson – Drive Home

Músico inglês acerta novamente

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Depois de lançar um dos melhores álbuns do ano, “The Raven that Refused to Sing (and Other Stories)” – até o título do cd é criativo – Steven Wilson volta mercado com “Drive Home”, um EP bastante interessante e intimista que, se não traz nenhuma novidade, é um lançamento bastante agradável tanto para fãs quanto para aqueles que desconhecem o trabalho de uma das mentes mais criativas e inquietas do cenário musical atual.

Nascido em Londres, em 1967, Wilson é um multi-instrumentista que começou a aparecer em 1986, quando fundou a banda No Man Is An Island (Except The Isle Of Man), logo renomeada simplesmente como No-Man, que flertava com música pop fortemente baseada em sintetizadores. No ano seguinte Wilson se juntou ao amigo Malcolm Stocks para criar o Porcupine Tree, outro projeto que se tornaria, ao longo dos anos, sua principal banda, que opta por uma musicalidade mais voltada para o rock psicodélico/progressivo que dominara os anos 1970, principalmente na Inglaterra.

 

Inquieto, ao longo das últimas décadas Wilson se envolveu com outros projetos musicais, dentre os quais o I.M.E. (The Incredible Expanding Mindfuck), Blackfield (ao lado do músico israelense Aviv Geffen), o Bass Communion e, mais recentemente, o Storm Corrosion, esse ao lado da mente criativa por trás do Opeth, o vocalista e guitarrista Mikael Åkerfeldt. Além de todos esses – dos quais, apenas o I.M.E está em um hiato (seu último trabalho com o projeto foi lançado em 2005) – Wilson ainda arrumou tempo para se dedicar à uma carreira solo.

“Drive Home”, lançado em DVD/Blu-Ray e CD traz oito e sete faixas, respectivamente. Como sou pobre, obviamente que tive acesso, por enquanto, apenas ao CD, que é composto de versões editadas e executadas ao vivo durante a turnê do último álbum de Wilson, cuja turnê chegou a passar pelo Brasil, naquelas maluquices de “apresentação única” que, no caso, como era de se esperar, aconteceu em São Paulo. Mas dei uma viajada aqui.

Voltando ao CD, “Drive Home” traz uma versão editada da faixa título lançada em “The Raven…”, música de trabalho do mesmo; a instrumental “Birthday Party”, uma versão orquestrada para “The Raven that Refused to Sing” e quatro músicas ao vivo, gravadas quando da passagem do músico por Frankfurt, Alemanha: “The Holy Drinker”, “Insurgentes”, “The Watchmaker” e, novamente, “The Raven that Refused to Sing”, totalizando 50 minutos de música da melhor qualidade.

Wilson é um renomado produtor e engenheiro de som, logo, tecer comentários relativos à produção do álbum não é muito necessário. A produção é limpa e cuidadosa, todos os instrumentos e a voz de Wilson podem são claramente audíveis, o que é essencial especialmente quando o trabalho é composto, basicamente, de músicas mais lentas e intimistas, como dito no parágrafo que abre essa resenha.

 Vale a pena dar uma conferida.

Hellish War – Keep it Hellish

Heavy metal tradicional em sua melhor forma

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Na estrada desde 1995, a banda paulista Hellish War chega ao seu terceiro álbum de estúdio e quarto da carreira (anteriormente haviam lançado “Defender of Metal”, “Heroes of Tomorrow” e o ao vivo “Live in Germany) mostrando uma maturidade que poucas vezes se alcança no subestimado e desvalorizado cenário do metal nacional. “Keep It Hellish” é um álbum que tem tudo para agradar os headbangers de plantão, especialmente aqueles fãs de um heavy metal mais tradicional, calcado especialmente na sonoridade desenvolvida e popularizada pelas grandes bandas do estilo nos idos anos 1980.

Para “Keep It Hellish”, o Hellish War passou por uma mudança significativa em sua formação, já que o vocalista Roger Hammer deu lugar à Bil Martins, que segue fielmente os passos de seu antecessor, sem deixar de trazer seu próprio estilo vocal para a banda. Já as demais posições continuam as mesmas: Vulcano e Daniel Job (guitarras), JR (baixo) e Daniel Person (bateria).

Não há muito a se dizer de “Keep It Hellish”. A obra é um álbum sólido, homogêneo trazendo tudo aquilo que tornou o dito “heavy metal tradicional” atrativo: refrões grudentos, melodias cativantes, grandes solos de guitarra, bateria e baixo sólidos e consistentes e um trabalho vocal bastante energético. Músicas como a faixa título, que abre o álbum, “Reflects on the Blade”, a instrumental “Battle at the Sea”, sua sequencia “Phantom Ship” e a épica “The Quest” são belos exemplos do cuidado com o que a banda construiu suas composições e trazem uma sensação nostálgica muito bem vinda. Mesmo mantendo suas características próprias, é impossível dissociar o Hellish War de algumas de suas influências e diversas de suas músicas lembram – e muito – o trabalho de bandas seminais do estilo, tais quais o Running Wild, Grave Digger e Iron Maiden, só para citar algumas.

Com 10 faixas batendo na marca dos 67 minutos, “Keep It Hellish” é mais um grande trabalho do Hellish War e tem tudo para agradar todo aquele fã de heavy metal que prefere um som mais cru e direto, ainda que elaborado, mas que foge das orquestrações e evita as ditas “influências brasileiras” que se tornaram característica do trabalho de diversas bandas tupiniquins atuais.

 “Keep It Hellish” foi lançado no Brasil pela Voice Music e na Europa pela Pure Steel Records.

Megadeth & Black Sabbath em Belo Horizonte

Noite histórica na capital mineira

 É um clichê, mas é um fato: o dia 15 de outubro de 2013 entra para a História como o dia em que a capital nacional do metal recebeu de braços abertos aqueles que muitos consideram como os pais do gênero. Pela primeira – e esperamos, não única – vez, o Black Sabbath, com 75% de sua formação clássica, aterrissou em terras mineiras para realizar uma apresentação impecável.

Depois de passar por Porto Alegre, São Paulo e Rio, era a vez de cerca de 20 mil fãs – um público que poderia ter sido ainda maior, caso os produtores locais tivessem acertado com a banda antes, já que, quando do anúncio do show na capital mineira, muitos fãs já haviam comprado ingresso para as apresentações acima citadas – comparecerem à Esplanada do Mineirão, que, pequenos problemas organizacionais à parte, se prova um bom local para eventos desse porte, para presenciar esse evento, repito, histórico.

Symphony of Destruction

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Megadeth

O evento duplo, que teve a abertura do Megadeth, banda que passara por Belo Horizonte em 2007 em um show no Chevrolet Hall que foi marcado principalmente pelas falhas constantes no sistema de som, estava marcado, inicialmente, para as 19:00 hs. A organização do evento manteve o horário, ainda que informações provenientes de outros canais certificassem que o Megadeth deveria subir ao palco por volta das 19:45 hs, com a atração principal programada paras 21:15 hs.

O Megadeth tinha contas a acertar com o público mineiro devido ao fiasco de 2007 e parece que Dave Mustaine (guitarra/vocal), David Ellefson (baixista, que retornou à banda em 2010), Chris Broderick (guitarra) e Shawn Drover (bateria) tinham isso em mente quando, exatamente às 19:45 hs, as luzes da Esplanada se apagaram para que os telões (um no palco, dois nas laterais) exibissem uma animação na qual blocos de metal se transformavam no logo da banda que, sem maiores preâmbulos, adentrou o palco para começar sua apresentação com “Hangar 18”, música de seu maior sucesso comercial, o álbum “Rust in Peace”, de 1991. Com a galera já no clima, a banda emendou, sem pausas para conversas, “Wake Up Dead” e “In My Darkest Hour”, num setlist que, ainda que reproduzindo aquele tocado nas demais datas brasileiras da turnê, teve sua ordem um pouco alterada.

Depois das três pancadas iniciais, Mustaine finalmente se dirige ao público pela primeira vez, apenas para anunciar a execução de “Kingmaker”, única música retirada do último álbum da banda, “Super Collider”. Apesar de ser bem recebida, ela ainda não tem a força das músicas que viriam a seguir e a prova disso foi a resposta do público a “Sweating Bullets”, “Tornado of Souls” e “She-Wolf”. “Symphony of Destruction” veio a seguir e causou uma reação tão animada do público que nos fez pensar se a estrutura da Esplanada não iria cair de tanto que a galera pulava. A clássica “Peace Sells” fechou o set e o Megadeth se despediu do público pela primeira vez. O bis, já uma prática rotineira em shows de rock/metal atualmente, não demoraria, mas, dessa vez, veio de uma maneira diferente do usual, pelo menos para aqueles acostumados à falta de empatia de Dave Mustaine.

Conhecido por entrar mudo e sair calado do palco no que diz respeito à comunicação com a audiência, Mustaine retornou sozinho para agradecer ao público presente e chegou mesmo a brincar com sua audiência, dividindo a platéia entre lado direito e esquerdo e colocando ambos para uma batalha de “quem grita mais alto”. Satisfeito com o resultado, convocou seus subalternos de volta para que “Holy Wars… The Punishment Due”, outra faixa do “Rust in Piece”, em uma apresentação que durou meros cinqüenta minutos, mas cumpriu seu papel de deixar o público aquecido para a atração principal.

Vale destacar o cuidado com que o Megadeth produziu seu show. Além dos dois telões ao lado do palco, havia mais três no palco, exibindo vídeos relacionados às músicas tocadas durante toda a apresentação. Em dois momentos a banda ausentou-se do palco e deixou trechos de filmes nos quais o Megadeth é mencionado servir de introdução a eles. Um desses trechos realmente não consegui identificar, enquanto que o outro, bem engaçado, foi tirado de “Quanto Mais Idiota Melhor 2”, um dos filmes mais clássicos da Sessão da Tarde durante a década passada.

Resumindo, pode-se dizer com louvor que a dívida que o Megadeth tinha com o público mineiro foi mais do que paga e esperamos que a banda volte logo para uma terceira passagem pela cidade, dessa vez em um show solo, no qual possa apresentar mais músicas e tocar mais do que apenas 50 minutos.

My Name Is Lucifer, Please Take My Hand

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Black Sabbath

Mal o Megadeth deixou o palco e sua equipe veio prontamente desmonta-lo para que ele ficasse preparado para a atração principal. Rapidamente o cenário foi preparado e cerca de 30 minutos após Mustaine & Cia se despedirem, um “ô ô ô ô” característico tomou o sistema de som, anunciando que a atração principal estava a caminho. Seguiu-se um som de chuva – a mesma que ameaçou desabar sobre Belo Horizonte, mas que Thor preferiu deixar pro dia seguinte – e, com ele, Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Tommy Clufetos (bateria, substituindo Bill Ward) adentraram o palco já mandando ver com “War Pigs”, uma das músicas mais clássicas de uma carreira recheada delas. Com o jogo ganho desde o primeiro minuto de sua apresentação – ou, melhor dizendo, desde que a mesma fora anunciada há pouco mais de dois meses – pouca coisa poderia contribuir para que a apresentação dos “pais do metal” fosse menos do que memorável.

Diferentemente do Megadeth, o set-list do Sabbath seguiu a mesma ordem das apresentações anteriores e sucederam “War Pigs” a rítmica “Into the Void”, a grata surpresa “Under the Sun/Every Day Comes and Goes” e “Snowblind”. Também ao contrário do sisudo Mustaine, Ozzy é um vocalista carismático como poucos e se dirige ao público constantemente, pedindo para que todos gritem mais alto e fiquem loucos. Impressiona que ele ainda consiga andar pra lá e pra cá no palco e agitar ali em cima se levarmos em conta o quão debilitado é seu estado físico.

O show continua com “Age of Reason”, primeira faixa do novo album, “13” a ser tocada na noite. Ela serviu para que o público desse uma respirada, pois, mesmo sendo um produto tipicamente Sabbath, não tem a mesma abrangência das músicas mais conhecidas da banda. E esse refresco foi bem recebido, pois o desfile de petardos continuaria logo a seguir com o trio “Black Sabbath”, “Behind the Wall of Sleep” e “N.I.B”.

“13” seria relembrado novamente quando da execução de “End of the Beginning”, faixa de abertura do mesmo, mais bem recebida pela platéia do que “Age of Reason”. “Fairies Wear Boots” seria a faixa seguinte e , ao seu final, Ozzy deixa o palco para que o trio de instrumentistas do Sabbath tocassem “Rat Salad”. Tony e Geezer então deixam o palco e, durante oito minutos, coube ao baterista Clufetos manter o público no pique, uma tarefa que ele realizou a contento, especialmente quando diminuiu o ritmo frenético de seu solo e começou as batidas que marcam o começo de uma das músicas do Black Sabbath que alcançou uma nova popularidade graças à um certo super-herói da Marvel. “Iron Man” foi entoada em uníssono pelo público, que chegou a cantar junto com a guitarra de Iommi. “Ele é o Homem de Ferro”, dizia Ozzy, apontando para o guitarrista. Sensacional.

“God is Dead?” foi a terceira a última música de “13” a ser tocada pela banda e teve uma recepção bem superior às demais, talvez por ter sido lançada como single do álbum pelo Sabbath. Mais dois clássicos, “Dirty Women”, que gerou muitas imagens lascivas no telão gigantesco posicionado atrás da banda, que usou do mesmo recurso do Megadeth, exibindo vídeos relacionados às músicas intercalados com imagens da própria apresentação no palco e “Children of the Grave” fecharam a primeira parte da apresentação do Black Sabbath.

Poucos minutos depois, Ozzy volta e diz que a banda tocaria mais uma música, mas, se o público ficasse realmente louco, tocariam mais do que isso. O público reagiu como o esperado e logo os acordes de “Sabbath Bloody Sabbath” seriam ouvidos. No entanto, a banda tocou apenas a introdução dela, para emendar com “Paranoid”, talvez a música mais conhecida da banda, atrás apenas de “Iron Man”. Quando de seu final, a banda se despediu de Belo Horizonte após duas horas inesquecíveis para muita gente.

Impressiona ver o Black Sabbath no palco. A voz não é a mesma, nem o vigor físico, mas é notável como Ozzy Osbourne usa de todo seu carisma para compensar quaisquer limitações que seu passado de abuso químico tenha lhe legado. O “Mr. Madman” sabe entreter uma platéia como poucos; Geezer Butler é discreto, mas comanda seu baixo com maestria, mantendo a base para os outros como poucos baixistas no metal o fariam; apesar de preferir que Vinny Appice estivesse por trás das baquetas nessa turnê, já que ele fez parte do Sabbath quando a banda tinha Dio no vocal, Tommy Clufetos se mostrou à altura da função, homenageando Bill Ward e imprimindo sua marca ao som da banda; finalmente, Tony Iommi.

Muitas pessoas gostam de dizer que Tony Iommi não criou o heavy metal; Tony Iommi É o heavy metal. Não estão muito longe da verdade. Faltam palavras pra descrever a excelência com a qual Iommi tira riffs e solos de sua guitarra como se aquilo fosse a coisa mais fácil do mundo. Parece que tocar guitarra é algo tão trivial para Iommi quanto respirar é para nós, pobres mortais. Muitos guitarristas parecem “brigar” com seu instrumento quando fazendo solos e riffs mais elaborados. Não é o caso aqui. Discreto e eficiente, Iommi é o complemento perfeito à figura de Ozzy e tudo isso se torna ainda mais impressionante se levarmos em conta não só a sua idade, como também o fato de o guitarrista exibir toda essa competência e energia em meio à uma batalha contra um linfoma que o obriga a retornar à Inglaterra a cada seis semanas para seguir com seu tratamento.

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Uma lenda viva do metal. É isso que o Black Sabbath mostrou ser mais uma vez.