Amaranthe – Amaranthe

Um álbum de estreia competente

Uma das coisas mais interessantes – e talvez uma das maiores responsáveis pela longevidade – do heavy metal é a forma como o estilo não mantém muitas amarras aos seus clichês. Pelo fato de ser um estilo pouco comercialmente acessível, as bandas que optam por esse sub-gênero musical não se furtam em experimentar e adicionar elementos advindos de outras tendências musicais em seu som. Aqueles que conhecem álbuns de Yingwie J. Malmsteen, Epica, Dimmu Borgir, Therion ou mesmo o mais popular “S&M”, do Metallica sabe exatamente como essa tendência funciona.

Sem tentar reinventar o gênero, o Amaranthe apareceu para o mundo no ano passado, depois de dois anos em atividade, com seu álbum de estreia auto-intitulado, trazendo uma mistura estranha mas que funciona: a mistura de elementos de death e power metal com teclados claramente influenciados pela música pop, além de uma combinação de vocais quase característica de bandas mais voltadas para o gothic metal. O Amaranthe tem nada menos do que três vocalistas: a bela Elize Ryd (cuja experiência anterior se limita à uma excursão como backing vocal dos estadunidenses do Kamelot), Jake E (Dream Evil), responsável pela voz masculina limpa e Andreas Solveström (Cipher System), que cuida dos vocais guturais/gritados. Completam a formação o guitarrista/tecladista Olof Mörck (Dragonland, Nightrage) o baixista Johan Andreassen (da banda sueca de metal industrial Engel), e o baterista Morten Løwe Sørensen (Mercenary).

Musicalmente falando, “Amaranthe” traz basicamente um apanhado de tudo o que foi dito acima: elementos de power e death metal com uma pegada bastante pop, mas sem descambar para os principais clichês de quaisquer um desses sub-gêneros. O álbum contém 12 músicas que são bastante homogêneas entre si, e não deixa de trazer faixas com refrões grudentos  como em “Hunger” e “Automatic”, músicas pesadas como “Rain” e a indefectível balada, aqui representada por “Amaranthine”. Uma coisa bem legal nesse álbum de estreia do Amaranthe foi o fato de a banda conseguir combinar elementos tão díspares de forma que funcionassem harmoniozamente em um trabalho bastante homogêneo e bem feito. É aquele tipo de álbum que pode ser escutado uma vez após a outra sem ser cansativo. Vale a pena dar uma conferida.

“Amaranthe” foi lançado no Brasil no começo do ano via Hellion Records.

Nota: 8/10   

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