Blind Guardian – Memories of a Time to Come

Caça níqueis de alto nível

 Surgida na pequena cidade cidade de Krefeld, Alemanha, na segunda metade da década de 1980, o Blind Guardian se tornou uma das bandas mais bem sucedidas no sub-gênero do heavy metal conhecido como “power metal”. No caso do Blind Guardian, a banda também poderia ser considerada “symphonic metal” ou mesmo “speed metal”, dependendo do álbuma ser analisado.

Inicialmente uma banda mais direta e rápida, ao longo de seus mais de 25 anos de estrada, o Blind Guardian mostrou uma evolução constante em sua sonoridade. Uma das razões para isso pode ser o esmero com que a banda trata seus álbuns, o que faz que sua produção seja bem lenta. Desde o lançamento de “Battalions of Fear” em 1988 até “At the Edge of Time”, em 2010, contam-se apenas nove álbuns na discografia do grupo – adicionada de dois trabalhos ao vivo, uma coletâna de “b-sides” e umDVDao vivo.

E é toda a história do Blind Guardian que é abordada em “Memories of a Time to Come”, praticamente a primeira coletânea já lançada pela banda, já que “Forgotten Tales”, de 1998, como dito acima, era um apanhado de b-sides e singles.

Coletâneas são álbuns muitas vezes difíceis de analisar sem que lhe demos a pecha de caça-níqueis. Muitas vezes elas trazem exatamente isso: um conjunto de músicas escolhidas pela banda ou pela gravadora para extrair alguns cobres dos bolsos dos colecionadores e, adicionalmente, tentar apresentar o trabalho – ou parte dele – para novos possíveis fãs. “Memories of a Time to Come” faz isso e cumpre bem seu papel, já que, salvo uma música, doze foram remixadas e três totalmente regravadas.

Com esmero, banda e gravadora preocuparam-se não apenas em incluir pelo menos uma faixa de cada um de seus álbuns à coletânea, como também trazer nele o que a maioria de seus fãs considera o que o Blind Guardian fez de melhor ao longo de sua carreira. “Imaginations from the other Side”, “Majesty”, a longa “And Then There Was Silence” e as unanimidades, “Mirror Mirror”, “Valhalla” – regravada e com a presença de Kai Hansen (Gamma Ray, Unisonic) que emprestara sua voz à primeira versão – e “The Bards Song (In The Forest)”, em uma nova roupagem, são alguns dos pontos altos do lançamento.

O álbum foi lançado em duas versões: disco duplo por aqui e triplo no Japão e Europa, no qual conta com ainda com revisões das primeiras músicas da banda, quando ainda se chamava Lucifer’s Heritage. Um caça níqueis? Claro. Mas um daqueles bem legais, que satisfaz o fã e cumpre muito bem o papel de apresentar o que de melhor uma das mais criativas bandas do metal atual tem a mostrar aos novatos.

Nota: 9/10

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