DragonForce – The Power Within

Vocalista é a novidade no quinto álbum da banda

O DragonForce surgiu no final do século passado, mais exatamente em 1999, na Inglaterra, graças à união dos guitarristas Herman Li e Sam Totman (ambos egressos do Demoniac, uma das mais importantes bandas de black metal da Nova Zelândia) com o vocalista ZP Theart, o baixista Steve Scott, o tecladsta Steve Williams e o baterista Matej Sentic sob o nome de DragonHeart. A banda mudou de nome três anos depois, quando descobriu-se que outro grupo – brasileiro por sinal – já respondia por DragonHeart.

Como acontece com a maioria das bandas de heavy metal, antes mesmo do lançamento do primeiro álbum, o DragonForce já havia passado por diversas mudanças de formação. “Valley of the Damned”, lançado em 2003 chamou certa atenção na Inglaterra, país onde a banda se estabeleceu, mas passou despercebido ao redor do mundo pelo fato de apresentar um material interessante, de uma banda com talento, mas nada diferente das milhares de bandas similares presentes no cenário atual.

No ano seguinte uma nova mudança de formação trouxe um dos elementos que faria algumas sobrancelhas se erguerem ao ouvir a música do grupo. O baterista Dave Mackintosh, egresso da banda de black metal Bal-Sagoth se juntou à banda, substituindo Didier Almouzni. Instrumentista experiente, Dave trouxe toda sua técnica e, principalmente, velocidade para a música da banda. “Sonic Firestorm” chamou a atenção justamente pela técnica da banda e, principalmente, pela velocidade aplicada às guitarras e à bateria. Li e Totman, agora com o suporte de um baterista que conseguisse acompanha-los, passaram a aplicar uma velocidade absurda aos seus instrumentos e abusar de acordes em solos bastante elaborados.

O “pulo do gato”, no entanto, veio em 2006, com o álbum “Inhuman Rampage”, isso especialmente pelo fato da faixa de abertura do trabalho, “Through the Fire and the Flames”, aparecer em três jogos de computador: “Guitar HeroIII: Legends of Rock”, “Guitar Hero: Smash Hits” e “Brutal Legend”, além de ser conteúdo possível de ser baixado para os jogos da franquia Rock Band. Em 2007, a faixa de abertura de “Ultra Beatdown”, “Heroes of our Time”, também foi selecionada para jogos comoNHL10 e Skate 2.

Ao fim da turnê de “Ultra Beatdown”, o vocalista Z.P. Theart deixou a banda devido às populares “diferenças criativas”. Enquanto os demais membros procuravam por um substituto, o DragonForce lançou um registro ao vivo intitulado “Twilight Dementia”, ainda com Theart nos vocais. Seis meses depois, em março de 2011, foi anunciado que Marc Hudson seria o novo vocalista da banda que conta agora com Vadim Pruzhanov (teclados) e Frédéric Leclercq (baixo), além dos supracitados Mackintosh, Li, Totman e Hudson.

The Power Within” não traz muitas novidades com relação aos álbuns anteriores – salvo pelo vocalista. Uma mudança notável, especialmente com relação à “Ultra Beatdown” é o fato de o DragonForce ter investido em mais músicas com durações menores. Se especialmente em seus três últimos álbuns era raro encontrar uma faixa abaixo dos sete minutos de duração, em “The Power Within” poucas as 13 músicas ultrapassam os cinco minutos e apenas uma (“Wings of Liberty”) passa dos sete.

Há pouco a ser dito a respeito de “The Power Within”. É um produto típico do DragonForce, com guitarras à velocidade da luz, salvo nas baladas, onde a dupla Li-Totman pesa um pouco no freio, teclado bem marcante – dando todo aquele clima de música de videogame pelo qual a banda ficou famosa, ainda que aqui isso se ouça com menos onipresença – e uma cozinha baixo-bateria competente. A grande mudança, mesmo, é Marc Hudson, cujo timbre vocal é bem distinto de ZP Theart, cuja voz conseguia alcançar tons mais agudos e mante-los por mais tempo. Essa diferença, no entanto, não é tão marcante, haja vista o fato de as linhas vocais do álbum terem sido escritas justamente para se adequar à Hudson.

Lançado em 15 de abril na Europa, “The Power Within” vem com 9 faixas e 4 bônus, entre versões acústicas e ao vivo. Um vídeo para a faixa “Cry Thunder”, primeiro single do trabalho, pode ser vista no Youtube e no site oficial da banda. Como dito acima, um álbum feito sob medida para agradar os fãs, sem assumir muitos tiscos e mantendo as características que bem marcando a carreira do grupo.

Nota: 8/10

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