Symphony X – Iconoclast

Banda mostra sua força em um dos melhores lançamentos do ano


O Symphony X é uma daquelas bandas que vem constantemente lançando bons álbuns. Depois do ótimo “Paradise Lost” de 2007, a banda ficou quatro anos ausente de estúdio, o que possibilitou que divulgasse bastante esse trabalho e ainda desse liberdade para que seus membros se envolvessem em projetos paralelos, solos ou realizassem participações especiais nos álbuns de outras bandas/artistas. Um desses projetos, inclusive, envolve o vocalista Russel Allen com o ex-baterista do Dream Theater, Mike Portnoy. Mas esse é um assunto para um post futuro.

Fato é que esses quatro anos fizeram muito bem para o quinteto – que, além de Russel, conta com Michael Romeo (guitarra e principal compositor), Michael LePond (baixo), Michael Pinnella (teclados) e Jason Rullo (bateria) – e a prova disso é esse “Iconoclast”, um álbum que combina com maestria as principais características do Symphony X, ou seja, a virtuose do rock progressivo com o peso do heavy metal. Não é à toa que a banda é considerada um dos maiores nomes do estilo nos Estados Unidos, perdendo, apenas, para o Dream Theater em notoriedade.

Seguindo a tendência do que bandas como o Nightwish fizeram recentemente, “Iconoclast” é aberta com sua música mais longa e, coincidentemente, a faixa título. Beirando os 11 minutos, ela tem tudo aquilo que se pode esperar do Symphony X: peso, passagens longas e intrincadas e um refrão poderoso. No geral a música lembra um pouco, em algumas passagens e trechos, a faixa “Odyssey”, do álbum homônimo, lançado pela banda em 2002.

“The End of Innocence” vem a seguir e é uma pedrada. Pesada, cheia de riffs interessantes e um refrão grudento e forte, é candidata a clássica instantânea; “Dehumanized” segue essa mesma tendência, assim como “Bastards of the Machine”. No geral, todas as supracitadas e ainda “Heretic” e “Children of a Faceless God” seguem essa tendência, tornando o álbum bastante homogêneo. Para quebrar esse padrão, temos “When All Is Lost”, uma tremenda de uma power ballad que tem tudo para entrar para as grandes músicas da banda e rivalizar com outras, como “The Accolade”, do álbum “The Divine Wings of Tragedy”, de 1997. “When All Is Lost” fecha o primeiro disco da versão “Special Edition”, de “Iconoclast”, objeto dessa resenha.

O ritmo acelerado continua em “Electric Messiah” e segue nessa toada ao longo de todas as cinco faixas do segundo disco. A fórmula das músicas, basicamente, é a mesma: riffs de guitarra pesados e virtuosos, um teclado que está lá para a criação de climas e textutas, bateria precisa e um baixo ora discreto, ora bastante audível. Tudo isso encimado pelo vocal ora agressivo, ora limpo, de Allen e refrões contagiantes. Repetitivo? Talvez. Mas isso não impede que “Iconoclast” já seja candidato forte a entrar na lista de melhores álbuns de metal do ano.

Nota: 10/10

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