Edguy – Age of the Joker

Nono álbum do Edguy mostra a contínua evolução da banda

Edguy – Age of the Joker.

Eis que os fanfarrões do heavy metal – no melhor sentido da palavra – estão de volta. Depois de um período de 3 anos longe do estúdio, o Edguy nos presenteia com “Age of the Joker”, seu nono álbum de estúdio. Pode-se dizer que esse hiato de 3 anos fez bastante bem ao grupo, já que o álbum em questão é bastante superior ao seu antecessor, “Tinnitus Sanctus”. Melhor dizendo, esses três anos de “folga” fizeram muito bem para Tobias Sammet, o homem por trás do Edguy. Afinal, nesse período ele pôde se dedicar a seu projeto paralelo, o bem sucedido Avantasia, lançando 2 álbuns de estúdio, um DVD/CD ao vivo, excursionando pelo mundo e, finalmente, voltando suas energias para sua banda principal.

Apesar de ser uma banda de heavy metal, o fato é que o Edguy vem, a cada álbum, flertando com estilos mais “leves”, por falta de melhor palavra, como o pop e o hard rock. Como Tobias Sammet consegue fazer isso de maneira bastante competente, a banda consegue manter muito de seu peso, ainda que dando à sua música um ar mais “popular”, novamente entre aspas por falta de melhor descrição para isso.

“Age of the Joker” traz um pouco de tudo: músicas com pegadas hard rock, como aquela que abre o álbum, “Robin Hood” (cujo clipe pode ser visto aqui) e “Fire on the Downline”, passa por faixas mais pesadas, como “Rock of Cashel”, indo até aqueles bastante hard rock e com teclados e refrão quase pop, como “Two out of Seven” sem deixar, claro, o lado mais épico de lado, como prova a longa “Behind the Gates to Midnight World”. Isso sem esquecer das baladas, onipresentes em trabalhos do Edguy. Aqui, “Every Night Withouth You” é a que cumpre melhor esse papel.

A versão especial do álbum traz um segundo disco com seis faixas: duas inéditas (God Fallen Silent e Aleister Crowley Memorial Boogie) , duas versões editadas de músicas presentes no primeiro disco, uma releitura do próprio Edguy e uma versão de “Cum on Feel the Noize”, do Quiet Riot.

“Age of the Joker” não é, nem de longe, o melhor álbum do Edguy. Mas é um álbum interessante, bastante variado e até, em determinados momentos, ousados. Produto de uma banda que não se deixa estagnar e simplesmente regravar o mesmo álbum eternamente.

Nota: 8/10

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