Manowar – Gods of War

O último álbum completo da banda causou polêmica entre os fãs quando lançado em 2007.

A simples menção do nome Manowar já traz um sorriso ao rosto de todo headbanger que se preza. Afinal, os trabalhos da banda americana que se auto-intitula “os reis do metal”, mesmo que demorem meia década para serem lançados, são sempre uma garantia de heavy metal bem tocado e – porque não dizer? – divertido.

Depois do bom “Warriors of the world united”, o Manowar passou cinco anos excursionando, lançando mais dvds de sua série “Hell On Earth” e seus membros se envolvendo em outras atividades. Um dos mais ocupados, o baixista/produtor Joe DeMaio, por exemplo, produziu dois álbuns do Rhapsody of Fire nesse período. O que muito fã xiita diz ter feito mal pro sujeito já que foi durante esse período que Joe teve a idéia de produzir uma trilogia de álbuns em homenagem aos deuses da guerra de diversas mitologias. O primeiro, como não poderia deixar de ser, presta uma homenagem a Odin, o maior deus da Mitologia nórdica. O álbum “Gods of War” é o resultado desse trabalho e pode-se dizer que guerreiros de Asgard ficariam bastante satisfeitos com a justa homenagem. Mesmo que seja um álbum que venha dividindo opiniões.

O problema de “Gods of war”, na visão dos críticos, é que ele tem menos metal do que o que se espera de um álbum do Manowar, já que na maioria de suas 15 faixas a banda investe mais em seu lado épico. Nas demais, no entanto, o Manowar de sempre, mais direto do que virtuoso, aparece em toda sua competência e mostra porque o quarteto formado pelo supracitado Joe DeMaio (que além do baixo é o responsável por parte das orquestrações e teclados do álbum), Eric Adams, (vocal), Karl Logan (guitarra/teclados) e Scott Columbus (bateria) ainda é relevante e tem um grande número de fiéis fãs.

Por outro lado, um álbum conceitual sobre um deus da guerra tem mesmo que ser épico – uma característica mais atribuída a bandas de metal melódico, como o Blind Guardian – e é por isso que esse lado do Manowar fica mais evidente neste trabalho, especialmente na longa introdução “Overture To The Hymn Of The Immortal Warriors”, seguida de “The ascension”. “King of kings”, a primeira música “verdadeira” do álbum, por assim dizer, traz o Manowar ao qual os fãs estão acostumados. “Sleipinir”, cujo foco é a ponte de arco-íris que liga Midgard (a Terra) a Asgard, com um refrão pra lá de pegajoso, é uma pancada direta, pra bater cabeça e abalar estádios. Um dos destaques do álbum.

“Loki, god of fire” mantém essa toada e daí em diante, as músicas meio que se revezam: ora uma balada (como “Blood brothers”), ora faixas instrumentais (“Overture to Odin”), climáticas (“The blood of Odin”) ora músicas típicas do Manowar (“Sons of Odin”), fórmula que mais ou menos se segue até o final do álbum, com a boa “Hymn Of The Immortal Warriors”. Um álbum épico e pesado na medida certa, dentro do que se propôs fazer. Ideal pros fãs de quadrinhos, especialmente da Marvel, já que é a trilha sonora ideal pra embalar leituras como “A saga de Surtur” e outras grandes histórias do Thor escritas por Walt Simonson, faça-me o favor.

Como não podia deixar de ser, aquele Manowar de sempre, os “reis do metal”, os caras que adoram salientar como é legal tocar metal, como são fiéis ao metal, como é energético o metal e como são sensacionais os fãs de metal aparece na faixa bônus “Die for metal”. Totalmente fora do contexto de “Gods of war”, “Die for metal” já é candidata mais do que garantida de se tornar um clássico da banda, ao lado de músicas como “The gods made heavy metal”, “Kings of metal”, “Manowar” e outras. Essa sim, a música que todo fã do Manowar – e, sejamos francos, todo fã que não leve o heavy metal à sério demais – vai cantar junto a plenos pulmões. Afinal, tem coisa mais legal do que um refrão como “They can’t stop us / Let ‘em try / For heavy metal / We would die!” (algo como “Eles não podem nos deter / Deixe-os tentar / Pelo heavy metal / Nós morreríamos!”)?

É por essas e outras que o Manowar é considerado por eles mesmos e pela maioria de seus fãs como “Os Reis do heavy metal”. O destaque final do álbum vai pro encarte, todo escrito em no creio ser um idioma nórdico antigo, já que está todo em runas. Ruim pra quem – como eu – gosta de escutar as músicas acompanhando as letras, mas bom no contexto do álbum.

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