Whitesnake – Forevermore

Banda faz um “mais do mesmo” bastante agradável

Conhecida pelo grande público devido a baladas melosas como “Is This Love” e músicas altamente comerciais como “Love Ain’t No Stranger”, o Whitesnake sofre, muitas vezes, do mesmo problema de bandas como o Scorpions, ou seja, são poucos os que conseguem passar dessa impressão inicial e conhecer verdadeiramente o trabalho da banda. Se assim fizessem, veriam que ambas oferecem muito mais do que baladas românticas e músicas feitas quase que sob encomenda para as rádios.

Não estou dizendo que as supracitadas não o façam. Mas a verdade é que, desde o fim dos anos 1970, o Whitesnake tem produzido álbuns de qualidade inegável em uma escala quase industrial, com uma sonoridade que, se não muda muito, mostra um hard rock muito bem feito e vigoroso que supera, em muitos, suas baladas, que, apesar disso, são uma marca indefectível da banda. É impressionante como o vocalista e principal letrista da banda, Dave Coverdale, consegue encaixar a palavra “love” em tantas músicas.

Forevermore” é o décimo quarto álbum em estúdio da banda e traz todos os ingredientes que marcaram sua história. Sim, há baladas melosas e “farofas”; há músicas comerciais; há, ainda, rockões de respeito e há, acima de tudo, a qualidade inerente à uma banda com 33 anos de estrada que poucas vezes mostrou-se abaixo da média. Tudo isso, é bom que se diga, graças à visão de Coverdale, único membro remanescente da formação original do Whitesnake que, atualmente, conta com os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach, o baixista Michael Devin e o baterista Briian Tichy. Aldrich, na banda desde 2003, tornou-se o braço direito de Coverdale e assina todas as composições ao lado do vocalista.

Coincidentemente ou não, “Forevermore” é um álbum bastante voltado para a dupla de guitarristas e isso já se percebe desde a faixa de abertura “Steal Your Heart Away”, uma música bastante comercial, com um refrão grudento e, ao mesmo tempo, um hard rock de respeito. A dupla Beach e Aldrich encaixam muito bem seus instrumentos aqui, seja nos riffs, seja nos solos. Uma faixa deveras empolgante e um excelente cartão de abertura.

Com o jogo ganho de cara, “Forevermore” segue sem maiores picos ou deslizes. Com três décadas de estrada, Coverdale & cia sabem muito bem o que seus fãs esperam deles e os satisfazem à altura. Variando de rockões vigorosos às obrigatórias baladas, o álbum é bastante harmonioso, com a ordem das faixas estando bem equilibrada. Individualmente, o destaque vai para Coverdale que, ainda que às vésperas de completar 60 anos, continua cantando como poucos, seja de sua geração, seja da posterior. Um senhor com um gogó bastante respeitável.

E o mais legal de tudo é que a turnê de “Forevermore” passa pelo Brasil agora em setembro, com a banda tendo o suporte dos britânicos do Judas Priest, em sua (assim chamada) turnê de despedida.

Nota: 8/10

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