Savatage – Edge of Thorns

O álbum definitivo de uma banda que acabou prematuramente

O Savatage foi uma das mais importantes e influentes bandas de heavy metal nas décadas de 1980 e 1990. O grupo começou suas atividades nos fins dos anos 1970, sob outro nome, tendo seu primeiro álbum, “Sirens” lançado em 1984. Fruto do trabalho dos irmãos Jon (teclados) e Cris Oliva (guitarra), o Savatage lançou álbum atrás de álbum, de maneira bastante consistente, até 1993, quando Cris morreu vítima de um atropelamento. Jon seguiu com o Savatage até o ano de 2007, quando, no 25º aniversário da banda, decidiu por encerrar as atividades e seguir com seus projetos solo, como o Jon Oliva’s Pain e a bem sucedida Trans-Siberian Orchestra.

Em 2010, Jon Oliva resolveu começar um projeto visando relançar todo o catálogo do Savatage em edições especiais. O relançamento de “Edge of Thorns” faz parte dessa iniciativa. Originalmente lançado em 1993, o álbum é considerado por muitos como um divisor de águas na carreira da banda. Não só pela qualidade inerente ao mesmo, mas também pelo fato de ter sido o último com Cris Oliva à frente das seis cordas. Foi pouco após a turnê de “Edge of Thorns” que Cris sofreu o acidente que viria a matá-lo. Na época, além de Jon e Cris, o Savatage contava com o vocalista Zachary Stevens, o baixista Johnny Lee Middleton e o baterista Steve “Doc” Wacholz.

De “Edge of Thorns”, que abre o álbum, até a emocionante “Sleep”, que fecha o álbum, o que vemos aqui é um trabalho extremamente maduro e convincente, que transita pelos mais diversos ritmos e características do heavy metal proposto pelo Savatage, que, aqui, assume uma posição bastante acessível mas nunca superficial. Músicas como “Edge of Thorns” e “Lights Out” têm refrões bastante empolgantes e grudentos; “Skraggy’s Tomb” e “Miles Away”, são metalzões de respeito; “Degrees of Sanity” traz um solo de guitarra primoroso; “Follow Me”, “All That I Bleed” e a supracitada “Sleep” são power baladas bem encaixadas, com letras bastante relevantes. Essa reedição do álbum traz, ainda, versões acústicas de “All That I Bleed” e “If I Go Away”, duas baladas deveras cativantes.

Dezoito anos após seu lançamento, “Edge of Thorns” é um álbum que ainda se mantém relevante e é prova inconteste de como o fim do Savatage foi, no mínimo, prematuro.

Nota: 9/10

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