Stratovarius – Elysium

Banda faz mais do mesmo, mantendo a qualidade de sempre

Depois da turbulenta saída de seu principal compositor, o guitarrista Timo Tolkki, o Stratovarius recrutou o guitarrista Matias Kupianen para assumir as seis cordas e lançaram “Polaris”, um álbum que, apesar da saída de Tolkki, mantinha basicamente as mesmas características consagradas por ele no Stratovarius. Isso se justifica pelo fato de “Polaris” ser um álbum de transição no qual Matias colaborou bastante pouco em sua composição.

Quando do anúncio de “Elysium”, que dessa vez foi produzido pelo novato, o sentimento geral era que, esse sim, seria o primeiro álbum do Stratovarius pós-Tolkki e que a banda – que conta com Timo Kotipelto nos vocais, Jens Johansson nos teclados, Lauri Porra no baixo e Jörg Michael na bateria – poderia partir por dois caminhos igualmente arriscados: se reinventar totalmente, livrando-se das influências do passado ou simplesmente se copiar, tentando emular o tipo de sonoridade à qual estavam todos acostumados, ainda que sem a mão de ferro de Tolkki. Acabaram ficando no meio termo.

No fim das contas, “Elysium” é um álbum característicamente Stratovarius, sem muitas variações no que diz respeito à sonoridade que a banda vem apresentando em praticamente toda a sua carreira – salvo o álbum autointitulado de 2005. A saída de Tolkki não despiu o Stratovarius dos elementos que os consagraram no cenário do dito metal melódico, ainda que aqui o guitarrista novato assine seis das nove composições do álbum, ao lado de Kotipelto. Johansson é responsável por duas músicas e Porra, por uma.

Elysium” é aberta com “Darkest Hours”, uma faixa típica da banda, que já mostra ao que o Stratovarius veio. Lá estão os riffs rápidos, os solos elaborados, as linhas vocais características de Kotipelto, o teclado bem colocado de Johansson e a bateria sempre competente de Michael. A interação guitarra/teclado, que sempre marcou o trabalho do Stratovarius, dando-lhes um que de progressivo, está presente ao longo de todo o álbum. Há faixas mais rápidas e pesadas, baladas – aqui, são duas: “Fairness Justified” e “Move the Mountain” – e a épica e elaborada “Elysium”, com mais de 18 minutos de duração e cheia daquelas quebradas de tempo e mudanças de andamento as quais os fãs estão mais do que acostumados.

Mesmo seguindo pelo caminho mais seguro, o “novo” Stratovarius continua se mostrando relevante no cenário atual. Ainda que não apresente nada novo, a competência de seus integrantes e o tino para escolher o substituto mais adequado para seu maior ídolo mostrou-se acertada no sentido de que a banda não deixou que isso a distanciasse de seus fãs e de suas raízes. “Elysium” é um álbum consistente, homogêneo e que vai agradar aos fãs, da mesma maneira que vai continuar desagradando aqueles que não veem nada de interessante no power/speed metal praticado pela banda.

Nota: 7/10

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