Thyrfing – Hels Vite & Farsotstider

Viking metal sueco de grande qualidade

O viking metal é estilo de difícil definição. Inicialmente um derivado do death metal, o estilo hoje abrange uma varidade de ritmos dentro do heavy metal, indo do folk ao black metal em termos de musicalidade, desde que mantenha a temática viking em suas letras.

Egresso da Suécia, o Thyrfing – nome retirado de uma espada amaldiçoada presente em diversos contos da mitologia escandinava – foi formado em Estocolmo em 1995 por Joakim Kristensson (bateria), Patrik Lindgren (guitarra), Kimmy Sjolund (baixo) e Peter Lof ( teclados). No ano seguinte, Thomas Vããnãnen se juntou ao grupo como vocalista e dois anos depois a banda adicionou à formação um segundo guitarrista, Henrik Svegsjö.

Se nos primeiros álbuns da banda, o som do Thyrfing era bastate influenciado pelo folk metal, em “Farsotstider” essa influência praticamente desaparece. O álbum – o quinto da banda – aposta em andamentos ora cadenciados, ora mais rápidos e brutais, com destaque para o vocal gritado e rouco de Vããnãnen e as guitarras, ásperas e pesadas, ao mesmo tempo que com riffs bem construídos. Os teclados de Lof aqui estão servindo quase que exclusivamente para criar atmosférias ora tristes, ora sombrias, dependendo da direção da música.

“Farsotstider” tem apenas oito faixas, totalizando cerca de 42 minutos de um agradável viking/death metal. Uma curiosidade do álbum é que ele é todo cantado na língua mãe dos membros do Thyrfing, que resolveu nadar contra a maré da maioria das bandas que resolve cantar em inglês para alcançar um mercado mais internacional. Isso, no entanto, não tira o destaque de músicas como a faixa título, “Själavrak”, “Elddagjämning”, e “Tiden Läker Intet”.

Pouco depois da gravação e turnê de divulgação de “Farsotstider”, Henrik Svegsjö e Thomas Vããnãnen deixaram a banda. Para o lugar de Thomas foi contratado Jens Ryder, enquanto que o posto de Henrik não foi preenchido. Com apenas um guitarrista, o Thyrfing entrou em estúdio e saiu de lá com seu sexto álbum, “Hels Vite”.

Apesar da mudança de formação “Hels Vite” continua com a evolução musical que a banda vinha seguindo ao longo de cada lançamento, ou seja, um distanciamento cada vez maior do folk metal dos primórdios em prol de um mergulho em ritmos mais extremos, ainda que cadenciados. O álbum tem 7 longas faixas, com duração de 50 minutos e, diferentemente de “Farsotstider”, traz duas faixas em inglês, “Isolation” e “Becoming the Eye”.

“Farsotstider” e “Hels Vite”, ainda que distantes três anos entre si, chegaram ao Brasil ao mesmo tempo no começo do ano passado. Para pessoas que, como eu, não conheciam o Thyrfing, mas se interessam por bandas com essa temática, ambos os álbuns são uma boa pedida. Ainda que seja necessário saber sueco pra entender de que diabos as letras estão falando…

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